Cidades
Concluído há menos de um mês, recapeamento da Andaló apresenta problemas
Gazeta de Rio Preto registrou pontos de esfarelamento da massa asfáltica e desníveis em bueiros ao longo da obra entregue pelo ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) nos últimos dias de governo
Entregue às pressas nos últimos dias do governo passado e com status de “presente de Natal à população rio-pretense”, as obras de recuperação da avenida Alberto Andaló e implantação dos corredores de ônibus já apresentam os primeiros problemas. O visível esfarelamento da camada de asfalto em um trecho na altura do bairro Redentora e desníveis de alguns bueiros ao longo de toda a via têm irritado aos motoristas que transitam diariamente pela principal artéria do trânsito rio-pretense.
No dia 26 de dezembro, o governo Valdomiro deu como concluída as obras da avenida, implantado os novos corredores de ônibus, que foi entregue como parte do projeto de mobilidade urbana. Mas nesta quinta-feira, dia 19, a reportagem da Gazeta de Rio Preto constatou, após denúncia de um leitor, que próximo ao numeral 3854 a fina camada de asfalto começou a se desfazer com menos de 30 dias após a conclusão do serviço.
Aparentemente, o problema tende de aumentar caso o reparo não seja feito com urgência. Isso porque o defeito no asfalto, que começou a afundar, fica na faixa onde funciona o corredor de ônibus. Comerciantes do entorno acreditam que houve algum tipo de infiltração que provocou a fragmentação da massa asfáltica.
Segundo publicado pela própria prefeitura, somente os corredores de ônibus da avenida Andaló custaram aproximadamente R$ 4,5 milhões. Segundo a nota divulgada pelo governo passado, neste valor está incluída a construção dos dez quilômetros de calçada e dos noves pontos de parada. O projeto total dos corredores de ônibus soma cerca de R$ 50 milhões.
Em alguns pontos da avenida é possível notar que a nova camada de massa asfáltica criou um nível elevado do asfalto em relação ao das calçadas. Outro problema que vem causado reclamações e transtornos aos motoristas é o desnível dos bueiros circulares na faixa de rolamento. Os casos mais graves ficam próximo aos cruzamentos da avenida com as ruas Marechal Deodoro da Fonseca e Silva Jardim.
O funileiro Sérgio de Souza, de 56 anos, se diz inconformado com a situação da via. “Isso é um absurdo. Como entregam a obra deixando uma falha desta e expondo os motoristas a acidentes e dano nos veículos?”, questiona Souza. O entregador Alex Caporalin, 32 anos, acredita que o problema pode causar graves acidentes, principalmente para quem transita com motocicletas. “De carro, o grande problema é entortar uma roda e causar outros danos aos veículos, mas, para nós, que utilizamos motos, é um risco à nossa integridade física. Além de o valor absurdo gasto com a obra, esse problema pode causar acidentes e ferimentos graves”.
Prefeitura
Procurado, por meio da assessoria de Comunicação da Prefeitura, o novo secretário de Obras de Rio Preto, Sérgio Issas, afirmou que a obra da avenida Alberto Andaló ainda não foi concluída, e, por isso, não está formalmente recebida pela Prefeitura de Rio Preto. “A fiscalização da secretaria de Obras está atenta e exigirá da empresa a correção destes e de outros problemas que eventualmente surjam até a conclusão da obra”, informou.
CPI
Aliado do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) durante o governo passado, o vereador Jorge Menezes (PTB) – que chegou a ser secretário de Agricultura entre 2009 e 2012 – articula a criação de CPI para investigar na Câmara a instalação às pressas dos corredores de ônibus na Andaló.
A intervenção teve início e foi concluída em dezembro do ano passado. Comerciantes reclamam, no entanto, da expectativa de prejuízos gerada por conta das dificuldades em estacionar nos recuos das lojas. Integrantes do atual governo já manifestaram que os corredores – que hoje ocupam a via da direita – deveriam, no entendimento da nova gestão, ficar do lado esquerdo das vias para facilitar as conversões à direita dos demais veículos. (Colaborou Ademir Terradas)
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