Ipem-SP orienta consumidores sobre uso do GNV em automóvel

Com preço da gasolina e etanol cada vez mais alto, GNV é uma das alternativas para tentar economizar

Com os sucessivos reajustes dos preços dos combustíveis líquidos ocorridos nos últimos meses, tem aumentado a procura pela conversão dos veículos automotores para o GNV (gás natural veicular), em especial para taxistas, motoristas de aplicativos e outros profissionais, o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo, vinculada à Secretaria da Justiça, e órgão delegado do Inmetro orienta o consumidor sobre o uso do GNV no automóvel.

Para que a conversão seja feita ne maneira correta, legal e segura, é necessário ficar atento aos seguintes itens. São eles:

1. Procure sempre uma oficina registrada no Inmetro. Estas empresas, avaliadas pelo Ipem-SP, possuem as condições técnicas adequadas para a realização dos serviços. A relação pode ser consultada no site do Inmetro http://www.inmetro.gov.br/inovacao/oficinas/lista_oficinas.asp

2. Providencie a autorização prévia da autoridade competente, no caso, o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), conforme orientação no artigo 98 da Lei 9503/97;

3. O “kit” de instalação de GNV utilizado deve ser compatível com o veículo. O de 3ª geração é indicado para motores aspirados ou com injeção eletrônica de mono ou multiponto. O kit de 5ª geração é recomendado para veículos mais potentes e mais modernos. Se veículo funcionar com injeção direta de combustível é usado o de 6ª geração. As diversas gerações de kit´s possuem princípios de funcionamento, desempenho, manutenção e preços diferentes;

4. Não utilize peças usadas (a menos que seja de um veículo para outro, de mesmo proprietário). Os componentes de origem desconhecida podem apresentar problemas, como vazamentos, falta de adequação ao tipo do veículo além comprometer seu desempenho. A única exceção permitida é a do cilindro de GNV, que pode ser novo ou requalificado, desde que tenha o respectivo certificado de requalificação. Também deve-se ter cuidado com produtos oferecidos em redes sociais ou comercio virtual. Lembre-se de verificar o registro da empresa, se são produtos novos e com garantia;

5. Exija que a oficina faça uma inspeção prévia de seu veículo antes da conversão, conforme prevista na regulamentação. Problemas como velas, cabos, bateria, vazamentos internos, injeção eletrônica, entre outros, irão comprometer a instalação do GNV e o desempenho geral do veículo. Nestes casos, é necessário arrumar os problemas encontrados, antes de dar sequência à instalação;

6. Após a instalação, a oficina deverá entregar ao proprietário os seguintes documentos:

-           Atestado da Qualidade do Instalador Registrado;

-           Manual do Cliente;

- Notas fiscais de venda e instalação dos componentes ou de substituição, retirada e manutenção (quando aplicável). A nota fiscal de venda deve discriminar todos os componentes que foram instalados (suporte, cilindro, linhas de alta e baixa pressão, válvulas do cilindro, de abastecimento, sistema de ventilação, medidor de pressão, entre outros).

- Relatório Técnico de Requalificação do Cilindro, quando se tratar de cilindros requalificados.

7. De posse destes documentos o proprietário deve levar seu veículo a um OIA (Organismo de Inspeção Acreditado) do Inmetro para a Inspeção de Segurança Veicular. É lá que será avaliada toda a instalação do sistema de GNV, o estado geral do veículo (sistemas de direção, freio, suspensão, pneus e rodas, iluminação e sinalização, equipamentos obrigatórios) e limites de emissão de poluentes. Essa inspeção deve ser realizada anualmente, antes do licenciamento. A relação destes organismos de inspeção também pode ser consultada no site do Inmetro, pelo endereço http://www.inmetro.gov.br/organismos/resultado_consulta.asp

8. Após a aprovação na inspeção, o proprietário deve entrar em contato com o Detran para a emissão de um novo CRV (Certificado de Registro do Veículo), com a inclusão do novo combustível.

“Esses são alguns dos cuidados que o consumidor deve ter na instalação do kit GNV para evitar problemas com a segurança do motorista, de quem está transportando e todos que o rodeiam”, explica o superintendente do Ipem-SP, Ricardo Gambaroni.

Fonte: Ipem-SP

Por Da Redação em 01/02/2022 09:11