Saúde
Cirurgia de redução de mama impacta na autoestima
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica afirma que o número de mamoplastia redutora cresceu cerca de 10%
A busca por uma estética agradável, se livrar de alguns incômodos psicológicos e problemas físicos são os fatores determinantes que têm levado as mulheres a buscarem cada vez mais a cirurgia de redução de mama. O mais recente estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), publicado em agosto do ano passado, mostra que em comparação a 2016, o número de mamoplastia redutora cresceu cerca de 10%.
Muito além de ser apenas uma preocupação estética, as mulheres procuram a cirurgia de redução de mama por uma questão de saúde e que também reflete com impacto positivo na autoestima. “Estudos científicos no campo da psicologia, e não só minha experiência como cirurgião, comprovam que redução de mama impacta na vida da paciente só beneficamente. A paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, liberdade e a vivenciar situações que antes, para ela, eram limitantes, como ir a piscinas, praia, tirar a blusa na frente do companheiro sem se sentir incomodada, além de resolver o problema de dores e desvios na coluna, má postura e dificuldade de movimentação”, afirma o cirurgião plástico Renato Freitas.
A mama excessivamente grande pode causar dores crônicas nas costas, pescoço e ombros, irritação da pele abaixo do sulco da mama, depressão nos ombros (no lugar das alças do sutiã) devido ao peso dos seios, além de vícios na postura. Limitações para exercer atividades físicas e cotidianas e dificuldades para encontrar sutiãs e biquínis apropriados também fazem parte do dia a dia de quem sofre com esta situação. “Considerando de um ponto de vista holístico, existem dores físicas e emocionais. A mulher que tem uma mama muito flácida, caída, que é difícil de ser ajeitada no sutiã, que limita a vida social e não possibilita uma vida sexual adequada vive as dores físicas e da alma também”, ressalta o médico.
Para quem está pensando em se submeter a cirurgia de redução mamária, Renato explica como ela é realizada. “O especialista analisa artisticamente a mama. Por isso, a formação do cirurgião plástico evolve o conhecimento de técnicas anatômicas e conhecimento de trigonometria e geometria. Considerando o biótipo da paciente é realizada a redução para que fique proporcional a posição e a dimensão da aréola e o volume total da mama. São removidos pele e tecido mamário”.
A forma e o tamanho da cicatriz dependem da técnica: cicatriz circular ao redor da aréola, bem como uma forma em L ou em T invertido. “Por capricho da cirurgia plástica, a cicatriz é deixada em lugares estratégicos. E há procedimentos reparatórios para casos em que a há patologias de cicatrização, as chamadas de hipercromia (coloração escura), hipertróficas ou queloidianas, (cicatrizes apresentam certo volume e grossas). O médico irá acompanhar a paciente e indicar o tratamento adequado para cada caso, temos o tratamento profilático e os cuidados de pós-operatório, como aplicação de corticoide, fitas de silicone sobre a cicatriz, aplicação de laser e nos casos gravíssimos de queloide é indicado o tratamento de betaterapia, que é radiação especifica sobre a cicatriz“, explicou.
Geralmente, a cirurgia de redução de mama não apresenta pós-operatório doloroso. Ainda assim, se houver algum grau de desconforto, poderão ser indicados medicamentos adequados pelo cirurgião plástico. “Mesmo que a redução de mama seja uma gigantomastia, a paciente normalmente não se queixa de dor intensa. É importante dizer que dor é algo variável e subjetivo, mas de maneira geral a recuperação é tranquila, desde que a paciente siga as recomendações de repouso do pós-operatório e gradativamente evolua a movimentação dos braços. Tudo realizado com cuidado e bom senso para que em três semanas a reabilitação seja completa.” conclui o cirurgião plástico.
Use esta lista como um guia durante a sua consulta:
• Você é especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?
• Você foi treinado especificamente no campo da cirurgia plástica?
• Quantos anos de treinamento em cirurgia plástica você teve?
• Qual a experiência do senhor em casos semelhantes ao meu?
• O senhor já teve algum problema sério? E como o senhor se comportaria diante de um problema sério?
•O que podemos fazer para evitar algum problema sério?
• Sou um (a) bom (oa) candidato (a) a este procedimento?
• O que se espera de mim para que os melhores resultados sejam obtidos?
• Onde e como será realizado o procedimento?
• Qual técnica cirúrgica é recomendada para mim?
• Quanto tempo de recuperação posso esperar, e que tipo de ajuda vou precisar durante minha recuperação?
• Quais são os riscos e complicações associados ao meu procedimento?
• Como são tratadas as complicações?
Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e cirurgião plástico Renato Freitas
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