Política
Comissão de Ética dá 10 dias para Anderson Branco explicar seu comportamento em sessão virtual
Marco Rillo pediu que seja enquadrado em improbidade administrativa; Branco teria atrapalhado Renato Pupo de propósito quando ele ocupava a Tribuna Eletrônica
A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara deu 10 dias para que o vereador Anderson Branco, PL, explique seu comportamento durante a primeira sessão por teleconferência há 17 dias. Durante a exposição do vereador Renato Pupo, ele teria aberto várias vezes o seu microfone e atrapalhado propositadamente o tucano. Eles são desafetos. Pupo chegou a chamar a atenção de Branco.
Os termos de política de privacidade da plataforma Zoom, que é utilizada para as sessões remotas, informa que quando um dos participantes estiver com o microfone aberto um outro não pode ser ligado. Quando isso acontece, o primeiro é desligado automaticamente e a imagem muda para o microfone que se abriu. No caso, interrompia Renato Pupo e mostrava Anderson Branco.
Anderson Branco, ao saber do pedido para que ele fosse enquadrado por improbidade administrativa reagiu dizendo que era a primeira vez que usava o aplicativo, que não domina essa tecnologia e que não fez por maldade. Nesta quinta-feira a Comissão de Ética decidiu dar um prazo de 10 dias para ele se explicar. Se convencer, o processo será arquivado. Caso contrário, a Comissão vai abrir o processo.
O pedido foi feito pelo vereador Marco Rillo, Psol. Ele alega que os vereadores já não aguentam mais o comportamento inadequado de Branco. Há um mês ele foi acusado de criar um cartaz online e banners com a foto de seis vereadores. O material publicitário informava que eles foram contra a reabertura do comércio. Os cartazes e os banners postados saíram do computador de um de seus assessores. Uma comissão administrativa apura o comportamento do assessor.
O comportamento levou a vereadora Cláudia De Giuli, uma das expostas, a pedir a abertura de uma CPI contra ele. Mas negociações de bastidores levaram a vereadora a retirar o pedido. Como prova, ela anexou um áudio onde ele conversa com uma mulher e dava instruções para que ela espalhasse o material nas redes sociais. O áudio foi apresentado em uma sessão. Branco não contestou. Renato Pupo também estava entre os vereadores acusados no material por Branco.
Na verdade, Branco teria se irritado porque na sessão anterior ele apresentou uma moção de repúdio contra o governador João Dória, PSDB. Os vereadores expostos votaram contra a e moção não foi aprovada.
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