Política
Coronel Helena é pré-candidata a prefeita; partido descarta possibilidade de ela vir a ser candidata a vice
Mesmo que o MDB não toque no assunto publicamente há quem defenda uma coligação com o Republicanos e ela se torne a vice do Edinho
O presidente do diretório municipal do Republicanos, Diego Polachini, rechaça qualquer possibilidade de conversar com o MDB para uma composição no primeiro turno da eleição deste ano. Após a desistência do vice-prefeito Eleuses Paiva em disputar a própria reeleição começaram as especulações sobre quem vai ocupar o lugar dele.
Embora o atual prefeito seja próximo do vice-governador Rodrigo Garcia, DEM, que deve propor o ex-deputado, hoje no mesmo partido, Orlando Bolçone, para a vaga, Edinho tem canais abertos com o atual governador tucano, João Dória. Aqui ele tem como pré-candidato o vereador Renato Pupo. Uma opção que desceria atravessada nos dois lados.
Pessoas próximas ao prefeito avaliam que politicamente, o mais interessante é uma mulher candidata a vice. Os motivos são vários. Entre eles, dois importantes: Edinho Araújo teve vices prefeitas nos dois primeiros mandatos (2001/2008) e as mulheres são mais de 50% do eleitorado da cidade. A atual palavra de ordem é a inclusão da mulher e de outros segmentos que sempre foram marginalizados na vida político-partidária. O prefeito dá mostras que sabe exatamente o que acontece no mundo no século 21.
Uma liderança feminina que emerge na cidade é a Coronel Helena. Embora em um partido independente, o Republicanos, tem quem aponte para ela quando se discute o perfil mais adequado para assumir esse papel. Sua liderança e carisma aparecem nas raras pesquisas oficiais e nas internas, dos partidos.
O maior sinal são as opções pelo nome dela na pesquisa espontânea, quando não se apresenta ao eleitor nenhum nome, e ele aponta em quem deseja votar.
Publicamente, o MDB nunca explicitou essa opção. Mesmo porque, a desistência de Eleuses Paiva é uma novidade recente. Mas há resistências nos dois grupos políticos. O presidente da Câmara, Paulo Pauléra, PP, aliado de primeira hora do prefeito, foi o primeiro a externar essa posição publicamente. Ele diz que o nome do vice tem que sair dos partidos que dão sustentação ao prefeito na Câmara. A base de apoio. E entre eles, não está o Republicano, do qual Coronel é pré-candidata.
Polachini diz que a hora de conversar “passou”
Sobre o assunto, Polachini é objetivo ao diz que “a chance de qualquer composição do Republicanos com o governo, no primeiro turno, já passou quando tentei, de várias formas, uma conversa objetiva com o prefeito. Ele esteve em Brasília algumas vezes, falei na presença do deputado Marcos Pereira das nossas condições e não houve nenhum movimento por parte deles. Ao contrário: mais atrapalharam que ajudaram. Então, seguimos nosso caminho”, assevera.
O deputado Marcos Pereira é o presidente nacional do Republicanos. Diego Polachini vai além. ”Honestamente não acredito que farão qualquer tentativa de aproximação. O objetivo do Edinho, na minha opinião, é o Bolçone. Ou mesmo o Pupo, se quiser agradar ao Doria”.
E faz uma provocação ao dizer que “vai ser interessante ver o adversário da eleição passada no palanque dele.” “Essa questão do vice do Edinho não é um problema nosso. Edinho pensa no projeto dele. A gente pensa no nosso. Não estamos dispostos a servir de escada”.
Mesmo com a decisão do prefeito Edinho Araújo de não assumir publicamente a sua pré-candidatura e, com isso, não desencadear uma campanha antecipada, na verdade, ela já começou.
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