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Comissões que investigarão transporte coletivo e empresas terceirizadas têm maioria governista

O sorteio, feito na tarde desta quinta-feira e transmitido ao vivo pela TV Câmara, definiu os membros das Comissões de Inquérito que vão investigar denúncias de irregularidade

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O presidente da Câmara, vereador Pedro Roberto, sorteou nesta quinta-feira os membros das duas Comissões Especiais de Inquérito, CEIs (análoga à CPI) que vão investigar o contrato e o transporte público durante a pandemia e as empresas terceirizadas.

A maioria dos membros das duas comissões sorteados entre os vereadores que assinaram o requerimento de abertura da investigação pertence a base do prefeito Edinho Araújo, MDB.

A Comissão que vai investigar as empresas terceirizadas ficou assim: João Paulo Rillo, Psol, na presidência, o relator será Rossini Diniz, PL, membro Anderson Branco, PL, e a suplência ficou para o vereador Pedro Roberto Gomes, Patriota.

Rillo está de licença por 30 dias. Nesse período assume, tanto o seu posto em Plenário como a presidência da Comissão, o vereador suplente, Prof. Elso Drigo, Psol.

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A Comissão que vai investigar o transporte coletivo urbano será presidida pelo vereador Robson Ricci, Republicanos, o relator será o vereador Francisco Júnior, DEM, o membro Cabo Júlio Donizete, PSD, e o suplente é a vereadora Cláudia De Giulli, MDB.

Apenas a presidência das Comissões ficou com a oposição. Seis vereadores assinaram os pedidos. A presidência é reservada a quem propõe a CEI. Mas, ao vê-las assinadas, os vereadores da situação também assinaram. Com isso, eles puderam participar do sorteio e fazer parte dos trabalhos.

A oposição diz que foi um golpe para evitar que as investigações sejam profundas. Ela fica com as presidências, mas perde nas votações dos membros ligados ao prefeito. Eles aprovam ou rejeitam convocações e investigações.

As duas têm 120 dias para realizar os trabalhos, com a possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Para isso, o Plenário tem que autorizar. Assim como no Senado e na Câmara Federal, as CEIs têm poderes judiciários. Pode pedir quebra de sigilos e dar voz de prisão.

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