Cidades
Educação e Meio Ambiente iniciam capacitação nas escolas para uso de composteiras
Ideia é ensinar aos alunos a cultura do cuidado com os resíduos sólidos e colaborar com o meio ambiente
As secretarias de Educação e Meio Ambiente, realizaram nesta quarta-feira (9), o início da capacitação para o uso das composteiras nas escolas públicas de Rio Preto. Composteiras são recipientes ou estruturas próprias para o depósito e compostagem, onde o lixo orgânico será transformado em húmus (adubo).
A capacitação (de uma hora) tem como objetivo demonstrar a utilização da composteira e compreender sua importância para o meio ambiente e para a coleta seletiva no município. Nesta quarta, passaram pela capacitação as escolas municipais: Wilson Romano Calil, Halim Atique, Amaury de Assis Ferreira e José Maria Rollemberg Sampaio.
As unidades foram selecionadas, pois estão inseridas na região da coleta seletiva porta a porta e poderão realizar a compostagem normalmente após a capacitação. A ideia é levar o mesmo projeto para outras escolas, para criar uma rede de coleta seletiva no município.
As quatro escolas participantes do projeto têm as caixas de compostagem a seco, portanto não requer o uso de minhocas.
De acordo com o responsável pela capacitação Tarcísio de Paula Pinto, diretor da I&T Gestão de Resíduos contratado pela Secretaria de Meio Ambiente, o projeto faz parte do desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos nas escolas
“É aconselhável que esse desenvolvimento seja transdisciplinar, envolvendo vários componentes curriculares, como a matemática na quantificação de resíduos produzidos, geografia na abordagem da matéria orgânica no solo, ciências no ciclo de decomposição, entre outros”, explica.
Após a capacitação, as escolas já podem utilizar as caixas de compostagem a seco de acordo com a demanda da escola.
O assistente técnico da Secretaria de Educação, Hederson Vinicius da Souza, explica como funciona. “Os resíduos são separados em sólidos, que irão para reciclagem, e úmidos (materiais orgânicos) que têm como destino a composteira. A ideia, portanto, é diminuir ao máximo a produção de resíduos nas escolas ao destinar os sólidos para os coletores da coleta seletiva e os orgânicos para composteira para ser transformados em adubos. Os adubos poderão enriquecer o solo das escolas ou ser oferecidos para a comunidade.”
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