Política
Francisco Júnior também é investigado pela PF por suposto crime eleitoral
Suspeita recai sobre o fato de beneficiários do auxílio-atleta terem feito doações e até participado como cabos eleitorais na campanha dele
Por requisição do promotor eleitoral Cláudio Santos de Moraes, o vereador reeleito Francisco Júnior (DEM) passou a ser investigado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8). Ele é o quarto entre vereadores eleitos, reeleitos e não reeleitos a se tornar alvo de apuração da PF.
No caso de Júnior, a suspeita recai sobre o fato de beneficiários do auxílio-atleta terem feito doações e até participado como cabos eleitorais na campanha dele. O vereador reeleito foi secretário de Esportes do governo Valdomiro Lopes (PSB) e, como tal, era o responsável pela manutenção do programa que oferece ajuda financeira a atletas de baixa renda que defendem a cidade em competições profissionais.
A frente da pasta desde janeiro de 2014, ele só deixou o cargo em abril deste ano para poder disputar a reeleição. Inicialmente, o Ministério Público mandou a Prefeitura de Rio Preto fornecer a lista de pagamentos do programa, relação que não é divulgada no Portal da Transparência municipal.
O auxílio-ateleta é alvo de investigação junto a Promotoria e à Polícia Civil por conta de denúncias de fraudes, entre elas de que o benefício estava sendo usado para fins eleitorais e a suposta existência de atletas-fantasmas, que receberiam os valores sem participar de competições. Só neste ano, a Prefeitura repassou R$ 7,3 milhões para o auxílio-atleta.
De acordo com a declaração de gastos e receitas de campanha apresentada pelo próprio candidato, dois beneficiários do programa fizeram doações para a campanha dele. A investigação de cunho eleitoral vai verificar se os beneficiários não foram usados como cabos eleitorais pagos com dinheiro público para atuar na campanha de Júnior.
Procurado, o vereador emitiu nota a respeito das investigações. “Ainda não fui oficialmente informado pela Polícia Federal sobre este procedimento, mas estou à disposição para prestar os esclarecimentos necessários”, disse Júnior, em nota enviada à imprensa.
Os demais
Além de Júnior, o presidente da Câmara, Fábio Marcondes (PR), é alvo de ação judicial para cassar o registro da candidatura dele sob acusação de compra de votos. Relatório da PF entregue ao Ministério Público apontou doações em dinheiro vivo, entrega de chuteiras, bolas e até carne para churrasco a eleitores. Marcondes nega as acusações e tem se recusado a comentar o caso publicamente.
Já o vereador eleito Jean Dornelas (PRB) foi acusado por dois cabos eleitorais de exigir deles uma lista com dados de eleitores para supostamente oferecer dinheiro pelos votos. Eles também acusam o vereador eleito, que é advogado especialista em direito do consumidor e diretor de uma ONG relacionada ao tema, de oferecer orientação jurídica gratuita em troca de votos. Dornelas refuta as acusações.
Maurin Ribeiro (PC do B) é investigado por suposto esquema de distribuição de combustível a eleitores, o que também configuraria compra de votos. Ele também nega as irregularidades.
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