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Homem é preso após ameaças e ofensas homofóbicas em Rio Preto

Discussão entre vizinhos teria começado após denúncia de supostos maus-tratos a animais

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Reprodução/ Google Street View
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Um homem de 29 anos foi preso em flagrante na noite deste domingo (5/7), acusado de ameaçar, tentar agredir e fazer ofensas homofóbicas contra um casal de vizinhos no Conjunto Habitacional Caic, em Rio Preto.

Segundo o registro da Polícia Civil, as vítimas são um analista, de 27 anos, e um psicólogo, de 25, que relataram que o conflito teve início após uma denúncia de supostos maus-tratos a animais envolvendo o suspeito. Uma equipe da Secretaria de Bem-Estar Animal foi até o imóvel para averiguar a situação, mas não encontrou irregularidades.

Após a fiscalização, o pintor abordou o psicólogo quando ele retornava para casa e passou a questioná-lo sobre a denúncia. A conversa evoluiu para uma discussão. Ao perceber o desentendimento, o companheiro da vítima saiu para verificar o que estava acontecendo e, segundo o relato, quase foi atingido por uma cabeçada. O investigado também teria tentado agredir o outro morador.

Ainda conforme as vítimas, durante a confusão o homem fez ameaças de morte e afirmou que “um dos dois morreria naquele dia”, além de dizer que desejava “possuir a alma de ambos”.

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Com receio de novas agressões, o casal entrou na residência. Mesmo assim, o suspeito permaneceu do lado de fora fazendo ofensas relacionadas à orientação sexual das vítimas. Entre as frases gravadas pelo casal estavam: “vocês são vergonha de Deus” e “vocês não merecem estar vivos”.

Ainda de com o registro policial, durante o episódio o pintor ainda desferiu socos contra uma janela localizada entre os imóveis, causando danos ao vidro. A esposa do suspeito, uma professora de 31 anos, compareceu ao Plantão Policial, mas passou mal e não conseguiu prestar depoimento.

Após analisar a ocorrência, a delegada de plantão ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de homofobia, ameaça, dano e vias de fato.

O homem foi encaminhado à carceragem da Delegacia Seccional, onde permaneceu à disposição da Justiça para audiência de custódia.

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