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Maioria dos vereadores se diz contra aumento no salário do prefeito

Aprovação geraria efeito cascata que poderia beneficiar até 120 servidores que têm seus salários limitados pelo teto do funcionalismo

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A maioria dos vereadores ouvidos pela Gazeta se declararam contrários ao projeto proposto por servidores que prevê aumento de 44% no salário do prefeito de Rio Preto, que saltaria de R$ 15 mil para R$ 22 mil. A aprovação do projeto beneficiaria diretamente 120 servidores que têm hoje os salários limitados pelo teto do funcionalismo, que é justamente o salário do prefeito.

Dos 17 vereadores, dez se declararam contrários à medida, sendo que parte deles diz que esse é um posicionamento “preliminar” , admitindo que podem mudar de ideia se convencidos pelos autores da proposta. Caso o posicionamento seja mantido por esses parlamentares, a proposta não prosperará, uma vez que nove votos contrários é o suficiente para o arquivamento do projeto.

São contra a iniciativa os vereadores, Marco Rillo (PT), Celi Regina (PT), Francisco Júnior (PSB), Alessandra Trigo (PSDB), Fábio Marcondes (PR), Jorge Menezes (PTB), José Carlos Marinho (PSB), Renato Pupo (PSD), Márcio Larranhaga (PSC) e Jean Charles (PMDB). “No meio de uma crise dessa, é absurdo falar em aumento de salários dessa proporção”, disse o vereador Marco Rillo.

Entre eles, Marinho, Júnior e Menezes destacaram, no entanto, que trata-se de um posicionamento inicial e que podem mudar de ideia depois de conhecer melhor o texto da proposta.

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O prefeito eleito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), também divulgou nota à imprensa na qual se declarou totalmente contrário ao reajuste no salário do prefeito, o que provocaria o efeito cascata, possibilitando outros aumentos de salários, como os dos secretários municipais.

Os que se declararam ainda indecisos foram Celso Peixão (PSB), Paulo Pauléra (PP), Maurin Ribeiro (PCdoB), Carlão dos Santos (SD) e Gerson Furquim (PP). O único que se declarou abertamente favorável à proposta foi o vereador César Gelsi (PSDB) que é funcionário concursado da rede municipal de Saúde e abre mão do salário de vereador. Ele não foi reeleito em outubro porque o seu partido não atingiu o quociente eleitoral.

“Acho que é hipocrisia falar que o aumento de salário não é necessário. Só com salários melhores a Saúde vai conseguir, por exemplo, atrair profissionais mais qualificados”, defendeu o vereador.

A vereadora Karina Caroline (PRB) não foi encontrada para falar sobre a proposta.

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