Cidades
Morre terceira vítima de acidente que matou Marcos Svolkin na região
Colisão em rodovia vicinal da região já havia provocado as mortes de Marcos Svolkin da Silva e Reinaldo Alexandrino, na tarde deste domingo (5/7)
Subiu para três o número de mortos no grave acidente registrado na estrada vicinal Luiz Carlos Brandolezzi, que liga Potirendaba a Bady Bassitt, na região de Rio Preto. Euclides Braga Malheiros, de 75 anos, que estava internado no Hospital de Base teve o óbito constatado às 19h48, segundo o boletim médico da instituição enviado para a Polícia Civil.
O óbito foi confirmado pela médica Waleska Monteiro, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames.
O acidente aconteceu na tarde deste domingo (5/7) e já havia provocado as mortes de Marcos Svolkin da Silva, de 26 anos, e Reinaldo Alexandrino Nascimento dos Santos, 25 anos. Marcos era empresário, técnico em película solar e estética automotiva, e irmão de Giovani Svolkin da Silva, serralheiro morto com um tiro durante uma briga generalizada em frente ao Bar Resenha, em Rio Preto, em outubro do ano passado.
Segundo o boletim de ocorrência obtido pela Gazeta de Rio Preto, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender uma colisão envolvendo dois veículos na vicinal Luiz Carlos Brandolezzi. Quando os policiais chegaram, equipes de resgate já prestavam atendimento às vítimas sobreviventes.
Durante o atendimento, uma integrante da equipe de enfermagem informou que outras duas pessoas já haviam morrido dentro de um dos veículos, sendo que uma delas permanecia presa às ferragens. O Corpo de Bombeiros realizou o desencarceramento das vítimas, enquanto a perícia técnico-científica da Polícia Civil realizou os trabalhos no local antes da liberação da cena.
Os sobreviventes eram Euclides e o filho de 44 anos, ocupantes de um Toyota/Yaris branco. Ambos foram socorridos inicialmente para um hospital da região e, devido à gravidade dos ferimentos, transferidos ao HB.
Ainda conforme o registro policial, durante a conferência dos pertences de Marcos foram encontrados R$ 304,50 em dinheiro, documentos pessoais, cartões bancários e uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os policiais também localizaram um invólucro contendo aproximadamente 40 gramas de uma substância com características de cocaína. Em uma bolsa que estava no veículo foram apreendidos dois cigarros com substância semelhante à maconha, outra porção da mesma droga e um triturador (popularmente chamado de dichavador, usado para moer ou triturar tabaco). Todo o material foi recolhido e encaminhado para análise da autoridade policial.
A reportagem apurou que Marcos Svolkin não conduzia o Ford/Ka, e estava no banco do passageiro no momento da colisão. Os dois automóveis envolvidos foram recolhidos ao pátio e permanecem à disposição da investigação.
Entrevista emocionada
Pouco mais de dois meses antes do acidente, em 5 de maio, Marcos Svolkin concedeu entrevista à Gazeta de Rio Preto durante a reconstituição do assassinato do irmão, Giovani. Emocionado, ele afirmou que nunca conseguiu superar a perda.
“Eu tô (sic) com muita saudade dele. Faz falta, muita falta. Era o cara que era a minha referência na vida, que eu admirava em tudo, no esporte, no trabalho… Infelizmente, naquele dia eu morri junto, pra mim não tem mais sentido. […] Eu me arrependo de estar aqui, me arrependo de ter saído de casa naquele dia.”
Relembre o caso
Giovani Svolkin da Silva foi morto com um tiro durante uma briga generalizada em frente ao Bar Resenha, em outubro do ano passado, em Rio Preto.
Segundo denúncia do Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe e fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A investigação aponta que a confusão teve início após um desentendimento considerado banal dentro do estabelecimento, envolvendo ciúmes e provocações.
O promotor de Justiça Hérico William Alves Destéfani sustenta que houve intenção de matar e pediu que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de indenização mínima aos familiares de Giovani.
O Ministério Público também solicitou o desmembramento do processo para apurar, separadamente, possíveis crimes de porte ilegal de arma de fogo e lesões corporais envolvendo outros participantes da briga.
Na noite do crime, após o desentendimento dentro do bar, Keven Ígor, que já havia trabalhado como segurança no estabelecimento, deixava o local com a família quando foi atingido por uma voadora desferida por Marcos Svolkin. A agressão deu início a uma briga generalizada na rua, envolvendo os irmãos Marcos e Giovani, familiares e outras pessoas.
Durante a confusão, segundo a investigação, Keven entrou em um veículo, pegou uma arma de fogo e perseguiu Giovani, efetuando um disparo que atingiu a vítima. Giovani morreu antes da chegada do socorro.

(Giovani Svolkin morreu baleado após uma briga generalizada em frente ao Bar Resenha, em Rio Preto. Foto: arquivo pessoal/ Facebook)
O acusado permaneceu foragido por cerca de 40 dias e foi preso pela Polícia Militar na casa do pai, em Planalto. Conforme a polícia, ele estava escondido entre o teto e o telhado do imóvel. Por meio do advogado Renato Marão, Keven negou ter atirado pelas costas e afirmou que agiu em legítima defesa para proteger os pais, que estavam sendo agredidos durante a briga.
A morte de Marcos ocorreu cerca de nove meses após o assassinato do irmão. Recentemente, a família também enfrentou a perda do pai dos irmãos, tornando a sequência de tragédias ainda mais dolorosa.
*Esta reportagem é de produção exclusiva da Gazeta de Rio Preto. É proibida a reprodução, total ou parcial, sem autorização expressa da autora ou sem a devida citação, nos termos da legislação de direitos autorais.
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