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Nutrológa fala sobre jejum e comer de três em três horas

Ana Valéria Ramirez afirma que vai depender de quais alimentos a pessoa consome e peculiaridades do seu metabolismo

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Quem faz dieta já ouviu falar que, para emagrecer, é preciso comer de três em três horas. Até pouco tempo, essa rotina alimentar era defendida por nove entre dez especialistas. Mas, de uns meses para cá, ganhou força uma tese que orienta quem quer emagrecer a fazer justamente o contrário: ficar sem comer por longos períodos o tal do jejum intermitente. Mas e agora? Comer de três em três horas ou fazer jejum? O que é o certo? “Na verdade, não existe o certo e nem o errado. Tudo vai depender de quais alimentos você consome, e principalmente das peculiaridades do seu metabolismo. Cada pessoa tem diferentes necessidades de consumo e energia. Por isso são tão importantes as avaliações com especialistas. Na alimentação, nem tudo o que serve para uma pessoa vai funcionar também com outra”, explica a nutróloga Ana Valéria Ramirez.

Por muitos anos, a dieta das três horas era indicada como uma fórmula mágica do emagrecimento. Muita gente que conseguiu diminuir alguns números no manequim dava garantias de que o segredo eram as múltiplas refeições.

A realidade é um pouco diferente. “Comer de três horas em três horas evita a desaceleração do metabolismo e faz com que a pessoa não chegue às refeições principais com uma fome exagerada”, afirma a Ana Valéria. Mais do que respeitar horários, quem opta por esse tipo de dieta precisa escolher bem os alimentos. Comer mal, e mais vezes, vai levar a um quadro de ganho de peso.

Já os jejuns exigem praticamente o mesmo tipo de cuidado: não adianta ficar metade do dia sem comer e “tirar o atraso” nas outras 12 horas. Os períodos sem jejum exigem uma dieta equilibrada, rica em nutrientes.

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“O jejum tem como um de seus objetivos equilibrar os níveis do hormônio insulina, melhorando assim o controle da fome. Dentro do período de jejum é permitido apenas o consumo de água, chás e cafés sem açúcar ou adoçante”, revela a nutróloga.

Existem diferentes protocolos para se realizar o jejum intermitente. Os períodos de privação alimentar mais comuns são os de 8 e 12 horas. Adeptos do método há mais tempo chegam a ficar 18 horas sem comer. A melhor opção para cada pessoa, é claro, só pode ser indicada por um especialista. 

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