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Pupo confirma que enviou denúncia da ‘rachadinha’ para a Seccional

Delegado e vereador do PSDB confirmou que assinou o ofício de encaminhamento de denúncia anônima de suposta rachadinha na Câmara de Rio Preto

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O delegado de Polícia Civil, Renato Pupo (PSDB) confirmou que assinou o ofício de encaminhamento de denúncia anônima de suposta “rachadinha” na Câmara de Rio Preto à Delegacia Seccional.

“Eu, como delegado, assinei o ofício de encaminhamento para Seccional. Eu não lembrava, não lembrava mesmo”, afirmou.

Na tarde desta quarta-feira, 25, o delegado e vereador divulgou uma nota se pronunciando sobre o fato. 

“Trata-se de medida administrativa, protocolar, cumprida dentro do rigor das normas de minha profissão. Tão distante me mantive, que sequer me lembrava do fato. Nunca misturei minha atividade política com minha atuação profissional. Limitei-me a fazer o que era meu dever. Do contrário, se nada fizesse, estaria prevaricando. Em extremo oposto, se usasse aquilo para eventuais retaliações, seria arbitrário. Então, fiz o que me competia fazer. Encaminhei a Delegacia Seccional de Polícia, órgão encarregado da apuração de fatos envolvendo mandatários populares. Caso tivesse algo a esconder, não assinaria o ofício de encaminhamento. Poderia pedir a um dos 03 outros Delegados que atuam na mesma Delegacia, ou ter levado o expediente em mãos até a Delegacia destinatária. Mas não. Preferi a transparência, pela qual sempre me pautei. Ouvi comentários de que eu teria arquitetado com o denunciante. Absurdo. Dizem que há muitos detalhes na denúncia, coisas sobre as quais só alguém, muito próximo, tem conhecimento. Ademais, se fosse para eu denunciar, teria assinado, porque nunca em minha vida fiz nada no anonimato.”, afirma Pupo no texto. 

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Entenda o caso 

O Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil de Rio Preto denunciou 11 vereadores e 34 assessores da Câmara Municipal de Rio Preto por suspeita de crime de corrupção, conhecido como “rachadinha”.

O caso foi remetido à 4ª Vara Criminal do Judiciário para a juíza Maria Letícia Pozzi Buassi. Dos 11 vereadores, um está licenciado e 4 estão no primeiro mandato. A divisão de salários entre vereadores e seus funcionários é sabida há muito tempo. Mas nunca tinha sido denunciado à Polícia. O delegado Gustavo Henrique Gonçalves, diz que a denúncia foi anônima.

A “rachadinha” pode levar ao indiciamento dos vereadores acusados por peculato (desvio de dinheiro público), organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações estão começando. Para tentar solucionar a investigação, deverão ser quebrados sigilos telefônicos, fiscais e telemáticos dos vereadores e funcionários.

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A devolução de parte dos salários de funcionários a vereadores é conhecida na Câmara há anos. Mas nunca foi denunciada. Os funcionários recebem seus salários e devolvem uma parte aos contratantes. Hoje esse fenômeno é muito forte porque o salário do vereador é menor do que o de alguns assessores. Eles reclamam dos baixos vencimentos. No entanto, são eles mesmos que determinam o valor do que recebem.

Os investigados

Anderson Branco (PL)

Bruno Marinho (Patriota)

Cláudia De Giuli (MDB)

Celso Peixão (MDB)

Francisco Júnior (DEM)

Jorge Menezes (PSD)

Júlio Donizete (PSD)

Odélio Chaves (Progressistas)

Paulo Pauléra (Progressistas)

Rossini Diniz (PL)

 

Licenciado

Fábio Marcondes, PL, secretário de Esporte

 

Todos negam as acusações.

(Atualizada às 17h51). 

 

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