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Telefonista denuncia paciente por perseguição em hospital de Rio Preto

Homem que deveria passar por cirurgia chegou a levar presentes ao hospital e tentou contato pessoal com a vítima

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Reprodução/ Magno Ramos Rodrigues/ Google Maps
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Uma telefonista de 24 anos, funcionária do Hospital João Paulo II, em Rio Preto, procurou a Polícia Civil neste fim de semana, para denunciar um paciente de 55 anos por perseguição. Segundo ela, o comportamento do homem ultrapassou os limites do atendimento profissional e gerou medo e desconforto.

A situação começou no dia 10 de julho, quando a jovem entrou em contato com o paciente para informá-lo sobre uma cirurgia agendada para o dia 14. Durante a ligação, o homem passou a fazer comentários constrangedores, mencionando depilação íntima e dizendo que, por ser homem, precisa cobrir o rosto nesse tipo de situação. A princípio, a telefonista tentou relevar, por se tratar de uma cirurgia de hérnia inguinal, mas os episódios seguintes a deixaram alarmada.

Após o cancelamento da cirurgia, o paciente apareceu pessoalmente no hospital e levou chocolates para a funcionária. Ele tentou encontrá-la, mas foi impedido por colegas de trabalho da jovem. A cirurgia foi remarcada para esta segunda, dia 21, na sexta-feira, dia 18, o homem voltou a ligar para o hospital. Assim que reconheceu a voz dele, a funcionária desligou a chamada.

Minutos depois, ele telefonou novamente e foi atendido por outra colaboradora. Desta vez, deixou um recado: queria que a jovem o visitasse em seu quarto na segunda-feira, pois chegaria mais cedo só para vê-la. Com medo da insistência e da aproximação do paciente, a profissional decidiu registrar boletim de ocorrência.

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O caso está sendo investigado e pode ser enquadrado como crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal.

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