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Em Rio Preto, evento reúne setor público e privado para capacitação de jovens

Fórum concentra em um único dia diferentes frentes envolvidas na formação e empregabilidade de jovens

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O Fórum de Ações Sociais de Capacitação para o Trabalho, que acontece nesta quinta-feira (28), no auditório do Senac Rio Preto, concentra em um único dia diferentes frentes envolvidas na formação e empregabilidade de jovens. Estarão juntos representantes de vários projetos sociais, do poder judiciário, de empresas, secretarias municipais e entidades educacionais com o objetivo de construir soluções práticas para melhorar a eficiência dos projetos sociais que se dedicam a capacitar jovens e adolescentes para potencializar a inserção deles no mercado.

A programação começa às 14 horas com a abertura oficial e segue até as 20 horas, passando por palestras jurídicas, apresentação de cases de escolas e projetos sociais, salas de discussão temáticas e um painel de parcerias para o desenvolvimento. O encerramento será marcado pela palestra “Transformação pelo Empreendedorismo Social”, do jovem empreendedor Matheus Cardoso, integrante da lista Forbes Under 30.

A diretora social da Apeti, Yonei Scotelari, afirma que o Fórum nasce da percepção de que o ecossistema atual está fragmentado. “A maioria dos projetos enfrenta problemas parecidos, como dificuldade de financiamento, pouca aproximação com as empresas de recrutamento e desafios para a divulgação das oportunidades. O Fórum não é apenas um evento, mas um dia de trabalho, para aproximar todos os envolvidos e extrair frentes de ação factíveis”.

O gerente do Senac Rio Preto, Murillo Michel, destacou a importância de reunir tantas vozes diferentes. “É uma grande oportunidade ter a Apeti como parceira. Falar sobre empreendedorismo social é de extrema importância para nossa cidade. Somente com a junção de entidades e associações podemos promover a transformação social que tanto buscamos”, afirmou.

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Segundo Michel, o desafio vai além da parte técnica. “O saber ser e conviver é fundamental para qualquer profissional. Esse é um dos pontos que ainda é carência no mercado. Projetos como o Galera Tech da Apeti mostram que, quando há união de esforços, os resultados aparecem. Foi transformador, sem desistências e com jovens já empreendendo ou no mercado de trabalho.”

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, reforçou que a profissionalização é uma das ferramentas mais poderosas para afastar adolescentes da vulnerabilidade. “A escolarização aliada à profissionalização são dois dos mais valiosos instrumentos de promoção da independência, de inclusão no mundo do trabalho e afastamento da marginalização”, afirmou.

Para ele, a desinformação ainda é um obstáculo. “Muitas famílias acreditam que menores de 18 anos estão proibidos de trabalhar. O combate ao trabalho infantil não pode se confundir com o trabalho lídimo, previsto no ECA para adolescentes a partir de 14 anos.”

Pelarin também citou resultados concretos. “Na Fundação Casa, oferecemos cursos de capacitação em tecnologia em parceria com a Apeti. Isso dá aos adolescentes uma oportunidade real de trabalho assim que deixam a instituição. Já temos casos de jovens seguindo nesse caminho, inclusive em empresas como a Rodobens.”

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Ao reunir diferentes atores em uma só agenda, o Fórum quer sair do discurso e gerar compromissos práticos para que a capacitação realizada pelos projetos sociais seja mais eficiente e conectada ao que o mercado realmente demanda.

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