Política
Vereador quer até seis folgas extras por ano para GCM
Projeto prevê benefício para agentes que atuam em escalas operacionais
Os guardas municipais de Rio Preto que atuam diretamente no patrulhamento e em outras atividades operacionais poderão ganhar até seis folgas administrativas remuneradas adicionais por ano. A proposta está prevista em projeto de lei complementar apresentado pelo vereador Alexandre Montenegro (PL) na Câmara Municipal.
Pelo texto, o benefício será concedido aos agentes que cumprirem integralmente suas escalas operacionais regulares. A cada mês trabalhado nessas condições, o servidor acumulará o direito a uma folga administrativa remunerada, limitada a seis por ano.
A proposta define como atividade operacional os serviços externos relacionados ao policiamento preventivo, patrulhamento, atendimento de ocorrências, escoltas, fiscalizações e demais ações típicas da Guarda Municipal. Servidores que atuam exclusivamente em funções administrativas internas não terão direito ao benefício, salvo em situações específicas previstas na futura regulamentação.
Segundo Montenegro, a iniciativa busca reconhecer o desgaste físico e emocional enfrentado pelos agentes que atuam diretamente nas ruas.
“A atividade desempenhada pelos guardas municipais em serviço operacional caracteriza-se por elevado grau de responsabilidade, exposição a situações de risco, desgaste físico e emocional, além da necessidade permanente de atenção e prontidão para atendimento das demandas da população”, afirma o vereador na justificativa do projeto.
O parlamentar argumenta que a medida funcionaria como um mecanismo de valorização profissional sem gerar aumento salarial ou incorporação de vantagens permanentes aos vencimentos dos servidores.
Como funcionará o benefício
O projeto estabelece que as folgas terão caráter exclusivamente compensatório e não poderão ser incorporadas ao salário, aposentadoria ou outras vantagens funcionais.
As folgas também não poderão ser convertidas em dinheiro, exceto em situações excepcionais autorizadas pela administração municipal e desde que haja previsão orçamentária específica.
A utilização do benefício dependerá de agendamento prévio e não poderá comprometer a continuidade dos serviços prestados pela Guarda Civil Municipal. Caberá à corporação realizar o controle, a fiscalização e a comprovação do cumprimento das escalas operacionais.
Para ter acesso ao benefício, o servidor deverá comprovar o efetivo exercício em escala operacional por meio dos registros oficiais de ponto e escala. O projeto também prevê restrições para agentes que tenham sofrido sanções disciplinares, conforme regulamentação interna.
Regulamentação e impacto financeiro
Caso seja aprovado pela Câmara e sancionado pelo Executivo, o projeto dependerá de regulamentação da Prefeitura no prazo de até 90 dias. O decreto deverá definir critérios para caracterização das escalas operacionais, forma de cálculo das folgas, procedimentos de controle e regras para o agendamento.
O texto também determina que a implementação ficará condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira do município e ao cumprimento das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Na justificativa, Montenegro afirma que a proposta acompanha práticas modernas de gestão de pessoas no setor público e pode contribuir para a motivação e o bem-estar dos profissionais da segurança municipal.
“O presente projeto representa uma iniciativa justa e equilibrada, que visa reconhecer o trabalho dos guardas municipais que atuam diretamente na atividade-fim da corporação, fortalecendo a motivação da tropa e contribuindo para a qualidade dos serviços prestados à população”, argumenta o vereador.
O projeto será analisado pelas comissões permanentes da Câmara antes de seguir para votação em plenário.
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