Cidades
“Dan Dan” é condenado a 32 anos por matar e esconder corpo em Rio Preto
Segundo a investigação, o crime teve motivação passional. Na foto, o local onde o corpo de Rafael Ferreira foi encontrado. À direita, Rafael
O Tribunal do Júri de Rio Preto condenou, nesta quinta-feira (11/6), Carlos Daniel Silva do Nascimento, o “Dan Dan”, pelo homicídio de Rafael Pires Ferreira, de 20 anos, e pela ocultação do corpo da vítima.
Os jurados reconheceram a responsabilidade do acusado pelos crimes e acolheram as circunstâncias qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. Com isso, a Justiça fixou a pena em 32 anos e seis meses de reclusão, além do pagamento de multa. O réu deverá cumprir a condenação em regime fechado e permanecerá preso, já que estava detido preventivamente desde novembro de 2024.
Desaparecimento e buscas
Rafael desapareceu em 8 de julho de 2024, após sair de casa, no bairro Boa Vista. Sem notícias do jovem, familiares procuraram a polícia e iniciaram uma intensa mobilização em busca de informações.
Nos dias seguintes, parentes e amigos percorreram diversos locais da cidade tentando localizar o rapaz. Uma das pistas recebidas indicava que ele teria sido visto em uma residência abandonada na região da Vila Esperança, conhecida popularmente como antigo Raposão.
A informação direcionou as buscas para o imóvel. Posteriormente, moradores da vizinhança passaram a relatar um forte odor vindo do terreno, o que levou as autoridades a aprofundarem as averiguações.
Corpo foi encontrado enterrado
Em 23 de julho de 2024, cerca de duas semanas após o desaparecimento, equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram escavações no quintal da casa abandonada. Utilizando uma retroescavadeira, os agentes localizaram o corpo de Rafael enterrado no local. A descoberta marcou uma nova fase da investigação, conduzida pela Delegacia de Homicídios da Deic, que passou a concentrar esforços para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do crime.
Investigação apontou motivação passional
Conforme as apurações, Rafael havia mantido um relacionamento com uma mulher que anteriormente se envolvera com Carlos Daniel. A investigação concluiu que o acusado não teria aceitado a situação após deixar a prisão, onde cumpria detenção relacionada ao descumprimento de medida protetiva. Segundo a denúncia, o réu teria contado com a colaboração de um primo, identificado pelas iniciais J.N.R.J., para atrair Rafael até a residência abandonada. A vítima teria sido convencida a ir ao local sob um pretexto e, ao chegar, acabou sendo atacada com golpes de faca.
Ainda de acordo com a acusação, Rafael tentou escapar, mas teria sido impedido, permitindo a continuidade das agressões. Após o homicídio, o corpo foi enterrado no quintal do imóvel para dificultar sua localização.
Prisão e foragido
Com o avanço das investigações, a Justiça autorizou a prisão de Carlos Daniel. Ele foi capturado em 25 de novembro de 2024, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, durante uma ação conjunta entre a Delegacia de Homicídios da Deic e a Polícia Militar.
Já J.N.R.J., apontado pela investigação como participante do assassinato e da ocultação do cadáver, continua sendo procurado pelas autoridades.
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