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Deic prende segundo suspeito de matar motorista de aplicativo em Rio Preto

Investigado estava foragido desde o latrocínio que vitimou Wilsiano Soares Novais Teixeira (foto central); adolescente apreendido horas após o crime confessou os disparos

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Colaboração dos leitores/ arquivo pessoal/ Deic de Rio Preto
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A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (7/7) o segundo suspeito de participação no latrocínio que matou o motorista de aplicativo Wilsiano Soares Novais Teixeira, de 43 anos, em Rio Preto. O investigado, identificado pelas iniciais D.S.D.C., conhecido como “Fou”, foi localizado após semanas de investigações conduzidas pela 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5.

Segundo a Polícia Civil, a prisão temporária havia sido solicitada com base no conjunto de provas reunido durante as investigações e autorizada pelo Poder Judiciário. Após dias de monitoramento, levantamentos de inteligência e diligências estratégicas, os policiais conseguiram localizar o suspeito, que estava foragido desde o crime.

O outro envolvido no caso, o adolescente M.A.C.N., conhecido como “Matheuzinho”, havia sido apreendido poucas horas após o latrocínio em uma ação conjunta da Delegacia de Homicídios com a Força Tática da Polícia Militar. De acordo com a investigação, ele confessou ter efetuado os disparos que mataram o motorista.

Com a prisão do suspeito maior de idade, a Polícia Civil considera encerrada a fase de identificação e captura dos envolvidos. Em menos de um mês, o caso foi esclarecido, com a identificação dos autores, a apreensão do adolescente, a prisão do investigado adulto e a reunião de provas que irão embasar a responsabilização criminal dos envolvidos.

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Apesar do avanço das investigações, o inquérito ainda prossegue para esclarecer completamente a motivação do crime, localizar a arma de fogo utilizada e consolidar todas as provas necessárias para a conclusão do procedimento policial.

O crime

O assassinato de Wilsiano Soares Novais Teixeira causou grande comoção em Rio Preto. O motorista, de 43 anos, foi morto na tarde de 11 de junho enquanto trabalhava como motorista de aplicativo.

Inicialmente acionada para atender uma colisão de trânsito na Rua Natália de Almeida, entre os bairros Nova Esperança e Cidade Alta, a Polícia Militar encontrou Wilsiano já sem vida dentro do veículo, um BYD Dolphin Mini, que havia colidido contra um poste de iluminação pública após os disparos.

Durante a perícia, uma Bíblia foi encontrada sobre o painel do carro utilizado diariamente por Wilsiano para trabalhar e sustentar a família.

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As investigações da 3ª Delegacia de Homicídios avançaram rapidamente. A partir da análise de centenas de imagens de monitoramento, cruzamento de informações em bancos de dados, levantamentos de campo e outras técnicas de inteligência, os policiais reconstruíram a dinâmica do crime e identificaram os dois envolvidos.

Segundo a Polícia Civil, em depoimento, “Matheuzinho” afirmou que atirou após uma discussão envolvendo o pagamento da corrida. Também alegou ter confundido o motorista com um policial civil e disse que houve um desentendimento relacionado ao troco da viagem.

Ainda conforme a apuração, o adolescente estava no banco traseiro do veículo quando sacou uma pistola calibre 7,65 e efetuou disparos contra a cabeça da vítima. Após os tiros, o carro perdeu o controle e bateu contra um poste. Na sequência, ele e o comparsa fugiram a pé.

Homenagem

Na noite seguinte ao crime, justamente no Dia dos Namorados, dezenas de motoristas de aplicativo prestaram uma última homenagem ao colega.

A categoria se reuniu em frente à Funerária Mutipas, na Avenida Bady Bassitt, e acompanhou em cortejo o veículo que transportava o corpo de Wilsiano até a saída de Rio Preto, com destino a Itu, onde foram realizados o velório e o sepultamento.

Pai de duas meninas, Wilsiano foi lembrado pelos colegas como um homem trabalhador, dedicado à família e conhecido pela fé. Ele deixou a esposa e as duas filhas.

A Gazeta de Rio Preto apurou que a vítima levava uma Bíblia no painel do veículo quando foi assassinada. O livro foi encontrado pela polícia-científica quando a perícia era feita no automóvel.

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