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Após acidente grave, bairro cobra fiscalização contra cerol em Rio Preto

Presidente da associação do bairro denuncia recorrência do problema e faz alerta após acidente que deixou vítima com 35 pontos

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Arquivo pessoal
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Um grave acidente provocado por uma linha de pipa reacendeu o alerta de moradores do bairro Fraternidade, em Rio Preto. No último domingo (12/7), o presidente da Associação de Moradores do bairro, Ezequiel Rodrigues, conhecido como Boy, usou as redes sociais para denunciar a falta de medidas efetivas contra o uso de linhas cortantes e cobrar providências das autoridades.

O pronunciamento ocorreu após um motociclista sofrer um profundo corte no pescoço ao ser atingido por uma linha de pipa na região do bairro. Segundo a associação, a vítima precisou levar 35 pontos, mas sobreviveu.

Na publicação, Boy afirmou que o problema é antigo e que a entidade já solicitou diversas vezes a atuação da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM).

“Infelizmente, mais um acidente grave envolvendo linha de pipa aconteceu em nosso bairro. Por muito pouco uma vida não foi ceifada”, escreveu.

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Ele também informou que a associação já promoveu reuniões com órgãos públicos para discutir a situação, mas afirma que os episódios continuam ocorrendo.

“A Associação de Moradores já fez diversos pedidos à Polícia Militar e à GCM para que intervenham nessa situação. Também realizamos reuniões com as autoridades, mas, infelizmente, o problema continua.”

Além do uso de linhas de pipa, Boy relatou que moradores reclamam da presença de pessoas consumindo bebidas alcoólicas e drogas nas praças do bairro.

“Além das linhas de pipa, também há relatos do consumo de bebidas alcoólicas e drogas nas praças, que são espaços destinados às famílias e às crianças.”

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Segundo ele, um novo pedido será protocolado junto às autoridades para reforçar a necessidade de fiscalização e ações preventivas.

“Precisamos combater essa situação antes que uma tragédia ainda maior aconteça.”

O presidente também fez um apelo aos pais e responsáveis para que orientem crianças e adolescentes sobre os riscos da prática.

“Uma brincadeira que coloca vidas em risco não pode ser tratada como diversão.”

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Preto informou que vai intensificar o patrulhamento em bairros onde foram registradas reclamações sobre o uso de linhas cortantes em pipas. A medida tem como objetivo coibir a prática, que coloca em risco motociclistas, ciclistas, pedestres e outros frequentadores das vias públicas.

Como resultado do trabalho preventivo e de fiscalização, a GCM apreendeu 269 carretéis com linhas cortantes em 2025. Já em 2026, entre os meses de janeiro e junho, foram 77 apreensões. A Guarda Civil Municipal reforça a importância da colaboração da população e orienta que qualquer situação envolvendo o uso de linhas cortantes seja denunciada pelo telefone de emergência 153.

Morte de professor reforça alerta

O caso registrado em Rio Preto ocorreu no mesmo fim de semana em que um motociclista morreu após ser atingido por uma linha de pipa com cerol em Santa Adélia, cidade localizada a cerca de 82 quilômetros de Rio Preto.

A vítima foi o professor Fábio José Colombo, de 49 anos, que lecionava na Escola Técnica Estadual (Etec) Dr. Adail Nunes da Silva. Ele seguia por uma estrada vicinal quando a linha atingiu seu pescoço, causando ferimentos fatais. O professor morreu ainda no local.

A Polícia Civil investiga o caso, registrado como homicídio. Até o momento, não foram identificadas testemunhas nem pessoas que estivessem empinando pipas na região no momento do acidente. A perícia técnica foi realizada e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Desde 2019, o Estado de São Paulo proíbe a fabricação, comercialização, posse e utilização de cerol e de linhas cortantes, como a chamada linha chilena. A legislação foi criada justamente para reduzir acidentes graves envolvendo motociclistas, ciclistas e pedestres, que seguem sendo as principais vítimas desse tipo de material.

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