Saúde
Aumento de acidentes com escorpiões acende alerta no Estado de SP
Miguelzinho, caçula do cantor Cristiano, da dupla com Zé Neto, foi picado por um escorpião neste fim de semana e está internado no HCM de Rio Preto
Com o aumento dos acidentes envolvendo escorpiões no Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou o alerta para a prevenção e orientou a população sobre os cuidados necessários para evitar a presença desses animais nas residências. A recomendação é que qualquer pessoa picada procure atendimento médico imediatamente, mesmo que não tenha visto o escorpião.
O tema ganhou ainda mais repercussão na região após o filho do cantor Cristiano, da dupla Zé Neto & Cristiano, ser picado por um escorpião e permanecer internado no Hospital da Criança e Maternidade (HCM), em Rio Preto. O caso reforçou a importância do atendimento rápido para evitar complicações.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os escorpiões estão cada vez mais adaptados às áreas urbanas, onde encontram alimento, principalmente baratas, além de água e locais para se esconder. Eles costumam entrar nas casas por ralos, tubulações, calhas e caixas de fiação sem vedação e podem ser encontrados até em apartamentos, já que conseguem escalar superfícies irregulares.
Os principais esconderijos são terrenos baldios, entulhos, pilhas de madeira, materiais de construção, folhas secas, lixo, saídas de esgoto e frestas em muros e paredes.
Como prevenir
A orientação é manter quintais, jardins e terrenos sempre limpos, evitando o acúmulo de entulho, lixo, folhas secas e materiais de construção. Também é importante vedar ralos, frestas, portas, janelas e caixas de energia, além de manter roupas, calçados e objetos organizados para eliminar possíveis abrigos.
Outra recomendação é evitar que plantas ornamentais, arbustos e trepadeiras fiquem encostados em muros e paredes, já que podem facilitar o abrigo dos animais.
A Secretaria também esclarece que não existe comprovação científica de que plantas como citronela, arruda, lavanda ou alecrim afastem escorpiões.
Espécies mais perigosas
No Estado de São Paulo, os acidentes mais graves são provocados pelo escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), considerado o mais perigoso. Também merecem atenção o escorpião-marrom (Tityus bahiensis) e o escorpião-amarelo-do-Nordeste (Tityus stigmurus), todos capazes de causar envenenamentos graves.
Outro fator de preocupação é a rápida reprodução desses animais. As fêmeas do escorpião-amarelo conseguem gerar filhotes sem necessidade de acasalamento, o que favorece a expansão da espécie.
O que fazer ao encontrar um escorpião
As autoridades orientam que o animal nunca seja capturado com as mãos, mesmo usando luvas comuns. Se houver condições seguras, a coleta pode ser feita com um recipiente plástico e um objeto longo para conduzir o escorpião até o frasco. Caso contrário, a recomendação é acionar a prefeitura ou o serviço de controle de zoonoses do município.
Também não é indicado utilizar inseticidas ou produtos químicos, já que eles não são eficazes para controlar escorpiões e podem representar riscos à saúde.
Caso de Miguel chamou atenção
O alerta da Secretaria ganhou repercussão após o acidente envolvendo Miguel, de 3 anos, filho do cantor Cristiano. A criança foi picada por um escorpião em um rancho da família, em Fronteira (MG), e recebeu os primeiros atendimentos em uma unidade de saúde da cidade.
Como o local não possuía soro antiescorpiônico, Miguel foi transferido para o Pronto Atendimento Municipal de Nova Granada (SP), onde recebeu três ampolas do medicamento. Em seguida, foi encaminhado ao Hospital da Criança e Maternidade, em São José do Rio Preto, onde segue internado sob observação.
Nas redes sociais, Cristiano informou que o filho recebeu o soro menos de uma hora após a picada, fator apontado pelos médicos como essencial para a boa evolução do quadro. O cantor também agradeceu às equipes de saúde envolvidas no atendimento e aproveitou para alertar outros pais sobre a importância de procurar assistência médica imediatamente em casos de acidentes com escorpiões, aranhas e cobras.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno e que o início rápido do tratamento pode ser decisivo para evitar complicações e salvar vidas.
Ainda não há informações sobre a alta hospitalar de Miguelzinho.
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