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Corregedoria investiga delegado por atraso em inquéritos de homicídio

Um dos casos refere-se à execução de Ronaldo Elias Ramos, morto com tiros na cabeça em janeiro. O inquérito só foi instaurado em outubro

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A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento próprio para investigar informação recebida pelo Ministério Público sobre a demora de até nove meses na instauração de inquéritos sobre homicídios. O ano de 2021 foi marcado pela explosão de mortes violentas, supostamente decorrentes de uma guerra entre bairros de Rio Preto. Neste ano já foram registrados 35 assassinatos, cinco a mais do que 2020, faltando ainda sete dias para acabar o ano.

O delegado responsável por investigar crimes dolosos contra a vida, de autoria desconhecida, é Alceu Lima de Oliveira Júnior, da Deic.

Um dos inquéritos instaurados com atraso investiga a execução de Ronaldo Elias Ramos, ocorrida em 15 de janeiro. Ele foi morto com tiros na cabeça, assim que estacionou a caminhonete em frente de casa, no bairro Jardim do Bosque.

O crime teve grande repercussão na imprensa pela violência empregada, porém, consta que o inquérito só foi instaurado formalmente em 14 de outubro, ou seja, nove meses depois.

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Outra investigação instaurada na mesma data é sobre o homicídio de Cleiton Danilo Bassi, morto a tiros, no bairro Santo Antônio, em 17 de fevereiro.

Em abril, o pai dele deu entrevista para um jornal da cidade em que falou sobre a falta de respostas, até aquele momento, sobre a morte do filho. O inquérito só foi instaurado oito meses após o homicídio e seis meses após a entrevista do pai enlutado (veja foto).

Além desses dois casos, outros três foram indicados ao promotor José Márcio Rossetto Leite, que encaminhou a informação à Corregedoria da Polícia Civil, a fim de que o órgão fiscalizador intime o delegado responsável pelas investigações para que apresente explicações sobre a demora na instauração dos inquéritos.

Outro fato que está na mira da Corregedoria é uma morte decorrente de confronto, ocorrida em maio, com envolvimento de dois integrantes da Delegacia de Homicídios. O inquérito era presidido pelo próprio delegado Alceu, chefe direto dos policiais civis.

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A reportagem apurou que não há prazo regulamentado para que um inquérito seja instaurado. No entanto, fontes consultadas pela Gazeta foram inânimes em afirmar que, em se tratando de crimes contra a vida, o mais prudente é instaurar o quanto antes, por se tratar de fatos que interferem na tranqüilidade da sociedade.

 

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