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Amigos que viajaram ao Paraná são sepultados no Noroeste Paulista

Amigos próximos e cobradores há 13 anos, eles foram encontrados enterrados em área rural mais de 40 dias após desaparecerem no Paraná

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Reprodução/ imagem cedida por Band Paulista
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Os corpos de três amigos que desapareceram no início de agosto, após viajar ao Paraná para cobrar uma dívida, foram sepultados neste domingo (21/9) no Noroeste Paulista. O caso comoveu Rio Preto e Olímpia, cidades onde eles viviam e mantinham laços familiares e de amizade.

Robishley Hirnani de Oliveira e Rafael Juliano Marascalchi foram enterrados juntos no Cemitério Jardim da Paz, em Rio Preto, na manhã de ontem. Amigos de longa data, tinham uma relação considerada quase de irmãos. O velório começou na noite de sábado (20) e reuniu dezenas de pessoas. A esposa de Robishley, Denise Cristina Pereira, emocionada, relatou que mesmo diante da angústia da espera, nunca deixou de acreditar que poderia reencontrá-lo com vida.

Meire Souza, esposa de Rafael, passou mal e desmaiou no velório do marido.

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(Imagem cedida ao Gazeta de Rio Preto por Band Paulista). 

Já o corpo de Diego Henrique Afonso foi velado em Olímpia, sua cidade natal. O cortejo percorreu as ruas na manhã de domingo até o cemitério municipal, onde ele recebeu as últimas homenagens de familiares e amigos.

Quem eram as vítimas

  • Rafael Juliano Marascalchi era casado, pai e avô. Em Rio Preto, mantinha uma vida estável com os rendimentos de uma chácara, um barracão e imóveis que alugava. Embora tivesse sua própria renda, também aceitava trabalhos de cobrança para conhecidos, o que o levou à viagem para o Paraná.

  • Robishley Hirnani de Oliveira, seu amigo próximo, deixou dois filhos pequenos: uma menina de sete anos e um bebê de apenas oito meses. Costumava dividir atividades com Rafael e foi quem o convidou para acompanhar a cobrança.

  • Diego Henrique Afonso, morador de Olímpia, também foi chamado para compor o grupo. Jovem, participava da missão ao lado de Rafael e Robishley.

Segundo a investigação, o trio foi contratado por Alencar Gonçalves de Souza, conhecido da família, para ajudar na cobrança de R$ 255 mil referentes à venda de uma propriedade rural à família Buscariollo. O pagamento, no entanto, nunca foi realizado.

Investigações em andamento

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As apurações apontam como suspeitos Antonio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22, que permanecem foragidos. A defesa nega qualquer envolvimento no crime.

Após 40 dias de buscas, a polícia chegou até o local dos corpos em 18 de setembro, em Icaraíma (PR), depois de receber informações anônimas. Eles foram encontrados em uma área de mata, a cerca de 500 metros de onde a picape das vítimas havia sido abandonada.

O caso segue em investigação, enquanto as famílias aguardam justiça diante da brutalidade do crime.

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