Cidades
Anexo que vai atender mulheres vítimas de violência será inaugurado em março
Inauguração do local, que fica no Fórum de Rio Preto, será no dia 18, os trabalhos serão focados nas medidas protetivas previstas pela Lei Maria da Penha
Rio Preto vai contar com um Anexo de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher a partir do dia 18 do mês que vem. A implantação da nova ala da Justiça local foi confirmada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel Pereira Calças. O setor será especializado em crimes de violência familiar caracterizados como violência doméstica dentro e fora de casa, além de casos de estupros.
Crimes relacionados ao feminicídio (assassinato contra mulher em razão do gênero) e tentativa de homicídio não serão tratados pelo anexo, continuando na competência do Tribunal de Júri. Diferentemente do funcionamento de uma vara criminal, o anexo não terá uma juíza específica. Neste primeiro momento toda a coordenação e implantação ficarão a cargo da juíza da 1ª Vara Criminal, Luciana Cassiano Zamperlini Cochito.
O anexo funcionará no 4º andar do Fórum Central. Um convênio será firmado entre o Tribunal de Justiça de São Paulo e a Prefeitura de Rio Preto para que o munícipio forneça servidores públicos que irão integrar a equipe técnica que realizará o serviço. A princípio, serão um assistente social e um psicólogo, que hoje atuam na Secretaria Municipal dos Direitos e Políticas para Mulheres, Pessoas com Deficiência, Raça e Etnia.
A outra parte da equipe será formada pelos próprios funcionários do Fórum. No dia 28 do mês passado cerca de 300 pessoas realizaram um protesto contra o feminicídio, em frente ao Hospital de Base. O feminicídio é a denominação ao assassinato de mulheres em função do gênero e ganhou grande repercussão na sociedade no ano passado, durante o período eleitoral.
O protesto contou principalmente com a participação de mulheres que se vestiram preto e seguraram cartazes com palavras de ordem, recriminando o assassinato em massa de mulheres no Brasil. Entre as autoridades, estava o prefeito Edinho Araújo (MDB), diretores do HB, além de familiares de vítimas.
O grupo fez uma oração e pediu o fim do machismo, da violência doméstica e preconceitos contra o sexo feminino. Na ocasião o prefeito Edinho falou por telefone com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Manoel de Queiroz Calças, que determinou a continuidade da instalação do Anexo.
O despacho foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo de terça-feira, dia 12. “Atendemos uma reivindicação da representação da OAB Mulher para a implantação da vara especial. O apoio do presidente do Tribunal de Justiça, o ilustre desembargador Manoel Pereira Calças, que é rio-pretense, foi fundamental para esta conquista”, afirma o prefeito Edinho.
“A instalação do Anexo vai proporcionar maior integração entre os serviços prestados pelo município com a Justiça e a Segurança Pública. Isso significa respostas mais eficazes e eficientes no sentido de proteger e dar suporte às mulheres vítimas de violência”, comenta a secretária dos Direitos para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia, Maureen Leão Cury. A proposta é iniciar um trabalho de Justiça especializada em casos de violência doméstica em Rio Preto, embora o pedido proposto inicialmente pelos magistrados de Rio Preto fosse pela instalação de uma Vara Criminal de Violência Doméstica e Familiar que teria atribuições mais amplas. A atuação central serão as medidas protetivas previstas pela Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006. Por se tratar apenas de um anexo, e não uma Vara, não há expectativa de agilidade nos processos. Só em 2018, a cidade registrou o assassinato de 11 mulheres em razão do gênero – número cinco vezes maior que no ano anterior.
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