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Apesar de queda nas exportações, balança comercial de Rio Preto fecha no azul

Relatório do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo aponta recuo nas vendas externas e crescimento das importações, reforçando debate sobre diversificação

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Reprodução/ imagem ilustrativa

A região de Rio Preto encerrou 2025 com saldo positivo de US$ 2,04 bilhões na balança comercial, segundo levantamento do Ciesp Noroeste Paulista, que reúne dados das 102 cidades atendidas pela entidade. Mesmo com o superávit, o relatório indica retração nas exportações ao longo do ano e leve aumento nas importações.

De janeiro a dezembro, as vendas externas somaram US$ 2,34 bilhões — queda de 14% em comparação com 2024. Já as compras internacionais atingiram US$ 303,7 milhões, crescimento de 1,8% no mesmo período.

O comércio exterior regional segue concentrado em poucos segmentos. Açúcares e produtos de confeitaria lideraram as exportações, respondendo por 56,2% do total. Na sequência aparecem carnes e miudezas comestíveis (16,6%) e preparações alimentícias diversas (8,2%). Entre os itens importados, destacaram-se peixes, crustáceos e moluscos (29,9%), leite e derivados com ovos (20,6%) e máquinas e equipamentos mecânicos (17,5%).

De acordo com a diretora-titular do Ciesp Noroeste Paulista, Aldina Clarete D’Amico, o recuo nas exportações pode estar ligado à adoção de tarifas por países parceiros, o que teria reduzido a competitividade dos produtos regionais. Ela também cita desaceleração da demanda internacional, além de fatores cambiais e logísticos. Por outro lado, o aumento das importações sinalizaria retomada pontual da atividade industrial e do consumo local, especialmente em setores dependentes de insumos externos.

O levantamento mostra ainda que a China foi o principal destino das exportações regionais, com 22,1% do total, seguida por Índia (5,7%) e Indonésia (4,8%). Nas importações, os maiores fornecedores foram Chile (27,6%), China (24,9%) e Estados Unidos (18,4%).

Para o diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp, Caubi Camargo, o saldo positivo é relevante, mas exige atenção. Ele avalia que a forte dependência de poucos produtos e mercados torna a economia regional mais vulnerável a oscilações globais. Segundo o dirigente, ampliar a diversificação da pauta exportadora, investir em inovação e buscar novos parceiros comerciais são estratégias essenciais para sustentar o crescimento e fortalecer a competitividade regional.

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