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Celso de Mello vê vídeo e diz que até sexta-feira decide se vai torna-lo público

Segundo Sérgio Moro, o vídeo contém provas que Bolsonaro pretendia trocar o delegado da Polícia Federal para intervir politicamente na PF do Rio

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, STF, disse ontem que vai decidir até sexta-feira se vai divulgar o conteúdo do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril. Segundo o ex-ministro Sérgio Moro, da Justiça, afirma que ele tem provas materiais de que o presidente Jair Bolsonaro tenta influir politicamente na Polícia Federal. A Constituição não permite essa intromissão.  Celso de Mello viu o vídeo no início da noite.

Os advogados de defesa de Sérgio Moro defendem a liberação integral do conteúdo do vídeo alegando que ele contextualiza e constata a tentativa de intervenção política no órgão. Já a Advocacia Geral da União, AGU, que defende Jair Bolsonaro, requer que o ministro autorize apenas o acesso às falas do presidente da República que envolvem o assunto. A Procuradoria Geral da República é ainda mais seletiva. Pede que apenas pequenos trechos sejam divulgados. 

Celso de Mello viu o vídeo ontem, mas sua assessoria informou que a decisão pode ser tomada até a próxima sexta-feira, dia 22. Nesta semana os delegados da Polícia Federal que atuam no inquérito ainda vão outros 3 delegados. Um deles, Carlos Henrique foi ouvido na semana passada, mas pediu para refazer o depoimento. Ontem o site do Supremo Tribunal Federal ficou um tempo no ar com a informação que houve uma invasão no sistema de informática. A informação foi negada. Uma invasão daria acesso ao vídeo à hackers.

Ontem também a Procuradoria Geral da República, parlamentares e partidos políticos pediram que o empresário e suplente de senador Paulo Marinho, PSDB, seja ouvido no processo. Ele declarou à Fola de S. Paulo que a Polícia Federal do Rio de Janeiro informou ao senador eleito Flávio Bolsonaro, entre o primeiro e segundo turnos da eleição presidencial, que uma operação da PF ia recolher documentos no escritório de Flávio Bolsonaro, que àquela altura ainda era deputado estadual no Rio de janeiro, sobre um esquema criminoso, chamado de rachadinha, envolvendo o seu funcionário Fabrício Queiróz. 

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A operação, chamada Furna da Onça, havia desvendado que Fabrício Queiróz, funcionário do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, era o responsável pelo esquema criminoso e que poderia atrapalhar a eleição de Bolsonaro no segundo turno. A PF postergaria a Operação para evitar problemas para o futuro presidente. O responsável pela operação Firna da Onça foi o delegado Alexandre Ramagem. O jornalista Reinaldo Azevedo sugere que Ramagem informou aos Bolsonaros. Thais Oyama, do UOL, diz que o delegado que passou a informação é outro e que ele tem um apelido peculiar, conhecido na PF.

O suplente de senador Paulo Marinho deverá ser ouvido no inquérito e seu depoimento será levado em consideração pelo ministro Mello. Paulo Marinho tem dito que tem prova dos encontros com Flávio Bolsonaro para falar sobre o assunto e sobre o encontro com o delegado da polícia. O grupo e o delegado teriam se encontrado na porta da Superintendência da PF no Rio. Embora tenha dado o prazo até sexta-feira para decidir se dá publicidade ao vídeo ele pode decidir a qualquer momento.

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