Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 3 de setembro
O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política
Django
Depois da catarse com direito a gritos, choro e ameaças promovidos pelos 10 vereadores que estão sendo investigados por suspeita de terem montado um esquema de rachadinha do salário dos funcionários nos seus gabinetes e também pelo solidário Bruno Moura (PSDB), na sessão desta terça-feira (31), o grupo optou pela tática de eliminar o mensageiro e não se preocupar com o autor da mensagem.
Foi ele
O mensageiro, no caso, é o vereador delegado Renato Pupo, PSDB, que cumpriu a obrigação funcional e enviou a denúncia recebida para a Seccional de Polícia. O grupo crê que Pupo incentivou a denúncia e devia ter comunicado a Câmara quando recebeu. Afinal, é parte da instituição.
Verdugos
Após a última sessão, o grupo decidiu adotar uma estratégia para isolar e matar politicamente o vereador Renato Pupo. Na quarta-feira (1) pela manhã os vereadores do grupo se reuniram no Plenário da Câmara e decidiram a estratégia de ação. Verdugo é o nome de uma profissão extinta. Ele puxava a alavanca, abria a escotilha do cadafalso enquanto o enforcado caia no buraco e se debatia até a morte.
O erro
Na terça-feira, o grupo rejeitou uma moção de aplauso de Renato Pupo ao atleta paraolímpico rio-pretense Claudiney Batista dos Santos, ganhador de uma medalha de ouro no lançamento de disco, e um requerimento do mesmo autor parabenizando os voluntários da cidade pela data e pelos serviços prestados à comunidade. Esses vereadores ficaram muito mal na foto.
A correção
Ficou decidido que Bruno Moura, apresentaria um requerimento de aplausos ao atleta Claudiney dos Santos e, Celso Luiz Peixão, MDB, parabenizando os voluntários pela data (28 de agosto). Para os investigados, é pouco. Precisam alijar Pupo do processo.
Mata no peito
Seu par de partido, Bruno Moura, PSDB, que não é acusado de promover o esquema em seu gabinete, tomou as dores e apresentou um Projeto de Resolução para que a Câmara realize duas sessões semanais. Uma na terça às 13h30 e a outra às quintas-feiras, às 9h.
Na trave
Um projeto de resolução para fazer a mudança precisa de 9 votos. O grupo de 11 investigados, teria 10 votos dos envolvidos e ainda o apoio do tucano Bruno Moura. O 11º investigado não vota porque está licenciado e ocupa o posto de secretário de Esporte, Fábio Marcondes, PL.
Saída pelo Judiciário
Pupo, além de vereador, é advogado, delegado de polícia e professor de Direito na Unirp. Moura quer as sessões em horário comercial para que Pupo seja punido por faltar ao trabalho. Ou pela Câmara por não ir às sessões. O delegado diz que está tranquilo e avisou num grupo de Whatsapp que já tem a resposta legal, do Poder Judiciário para a investida.
Certo do jeito errado
A justificativa é que a Câmara tem muita coisa parada por falta de tempo para votações. A última sessão de dezembro de 2020, o ex-presidente Paulo Pauléra colocou em votação 48 vetos para “desafogar” a pauta. Por outro lado, é necessário admitir que em horários que permita todo rio-pretense ver as sessões, precisamos sim de duas sessões semanais.
De grego
Para deixar a coisa ainda mais confusa, ontem (dia 2), o vereador João Paulo Rillo pediu audiências públicas para discutir projeto de sua autoria, protocolado antes da proposta de Bruno Moura, que também pede a realização de duas sessões semanais. Qual é o enrosco? Simples: o mais antigo (ou o primeiro protocolado) tramita e o outro espera.
Madeixas
O único acusado de rachar os salários do gabinete que não participou da reunião preparatória da conspiração nem da sessão da Câmara foi Jorge Menezes, PSD. Ele estava em Catanduva fazendo um procedimento de implante capilar.
Fogo amigo
O novo grupo Alfa da Câmara tem muita testosterona e ameaça a antiga liderança que faz às vezes de líder do governo e a ponte entre o prefeito e os vereadores: Paulo Pauléra, PP. A ascensão do grupo bolsonarista raiz, formado pelo Cabo Júlio Donizete, PSD, Bruno Moura, e Odélio Chaves, PP, quer muito mais e fica claro a cada movimento. Na verdade, mira a eleição para a presidência no ano que vem. Paulo Pauléra, o candidato do governo, desta vez, pode levar uma rasteira dentro da base. Essa coluna já vem dizendo que Odélio Chaves, também do PP, já se comportava para conseguir o posto de líder do governo na Casa.
Vamos trocar
Na última sessão, Odélio Chaves questionou a necessidade de dois aportes financeiros que o prefeito deseja. Juntos somam aproximadamente R$ 1,5 milhão. Os projetos acabaram adiados. Tem gente enxergando na postura a velha fórmula muito batida de criar dificuldades para vender facilidades.
Branco desbotado
Mostrar força resulta em ocupar os espaços. Os novos bolsonaristas da Casa ameaçam até mesmo o antigo proprietário dessa vertente política: Anderson Branco, PL, Jair Messias Bolsonaro desde criancinha, perdeu a exclusividade. E o discurso.
Centrinho
Os sinais explícitos de que o grupo se articula para tomar (no voto, é claro) a direção da Casa foi uma live realizada na segunda-feira, 30, às 20h30, por Bruno Moura, Odélio Chaves e Cabo Júlio, com o tema “Erros e Acertos do Governo Edinho” – Bate Papo. Nela, eles se autodenominaram “Centrinho”, uma referência ao “Centrão”, no Congresso Nacional. Os dois grupos têm muito em comum: parte do Centrão é investigada e se une para pressionar por seus interesses pessoais, como cargos e domínio de setores da máquina pública. Que o “Centrinho Sertanejo” quer de Edinho Araújo?
Não confia em ninguém
Cláudia De Giulli, MDB, andou desconfiando de um antigo colaborar demitido por ela. Por acaso, ele é jornalista. Ele não está entre os investigados. No entanto, a esposa dele está. Ele teria “entregado” a própria esposa? As divagações não param.
Renascer
As ações do vereador Bruno Moura provocaram o renascimento político do grupo #vergonhariopreto. Com mais de 8 mil seguidores publicou um post no Facebook onde se lê: “Pré-requisito para ser vereador em Rio Preto é ter passagem pela polícia e não ter trabalho fixo. Com sessão às 9h e às 13h30, quem tem emprego fixo e carteira assinada não tem nem direito de acompanhar a política”. O post tem mais de duas mil curtidas.
Xoxo
Um banner nas redes sociais presta contas da atividade parlamentar de Moura nos primeiros 8 meses como vereador: apresentou três projetos, o primeiro, após aprovado, foi vetado. O segundo criou o Dia do Grafiteiro. O terceiro, propõe mais uma sessão semanal durante o expediente. Os 17 apresentaram 80 projetos de Lei, de Resolução, de Lei Complementar e alterações na Lei Orgânica. O prefeito vetou 22. Alguns tramitam.
Na testa
O projeto de Moura atinge ainda Robson Ricci, Republicanos. Jornalista, tem carteia assinada e horário rígido de entrada. A saída diária só é possível quando o fato que está cobrindo se esgota.
Todo mundo louco
Não é só a base do prefeito que vive dias de tormenta. A CPI do Transporte é presidida por Robson Ricci. Dizem as línguas que frequentam os corredores do Poder que ele teria sido obrigado pelo presidente local do Republicanos a convocar Amaury Hernandes, secretário de Trânsito, às pressas para explicar a provável prorrogação do contrato do transporte coletivo, na segunda, 30, para se antecipar a convocação feita por João Paulo Rillo, Psol, na sessão de terça, 31. O burocrata teria ficado insatisfeito com a convocação sem a participação da CPI.
A briga é por espaço
Na segunda, quando Amaury estava depondo na CPI, o rapagão desceu até a sala de imprensa e encontrou Rillo. Teria dito algo assim: “Vai lá no depoimento. O Amaury está engolindo o Ricci”. João alegou que tinha que pegar o filho na escola e foi embora. No dia seguinte, na sessão de terça, os dois vereadores do Republicanos, que fazem oposição junto com Rillo, deram o troco e votaram contra João Paulo em um requerimento.
Região Metropolitana
O prefeito Edinho Araújo, MDB, acompanha dia 13 de setembro a vinda do Ministro das Minas e Energia em uma visita à Olímpia, na Região Metropolitana. O almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior visita a estância turística. Ele vem à região no momento mais grave da crise hídrica, de possível racionamento de energia e alta no preço da energia e suas consequências, principalmente para o setor produtivo e a inflação.
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