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Estelionatários ‘fazem a festa’ com golpes bem sucedidos neste sábado

Somente em um dos casos potenciais vítimas desconfiaram e escaparam de mandar dinheiro aos golpistas

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Divulgação/Ilustrativa
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As vítimas continuam fazendo a ‘festa’ de estelionatários em Rio Preto. Neste sábado (15), por exemplo, um ‘sem número’ de queixas desta natureza foram registradas na Central de Flagrantes. Os golpes vão desde os mais simples aos bem elaborados. Os valores também variam bastante. De acordo com os registros, apenas em um caso, as vítimas perceberam e não ficaram no prejuízo.

Um deles foi registrado na Vila Zilda. A vítima, homem de 58 anos, contou na delegacia que “um desconhecido entrou em contato pelo WhatsApp com um número que ele não tinha na agenda, sem foto de perfil, mas se passando pelo filho dele. O criminoso alegou que estava com problemas no celular e tinha mandado para reparo. Ele necessitava urgência em pagar um suposto boleto bancário no valor de R$ 1.625 mil e no dia seguinte já devolveria o empréstimo”.

Acreditando que falava mesmo com o filho, mesmo recebendo uma chave Pix com nome feminino, enviou a transferência. Só foi desconfiar depois porque não recebeu nenhum áudio do filho verdadeiro.

Fraternidade

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No bairro Fraternidade, a vítima, um jovem de 20 anos, foi ludibridiado pela chance de ganhar dinheiro ‘fácil’. Ele contou ao delegado que “acessou o Instagram e se interessou por um anúncio que oferecia ‘oportunidade de ganhar R$ 50 a R$ 300 por dia. A função do cliente seria apenas impulsionar a venda de produtos na plataforma e a comissão seria recebida conforme os produtos fossem negociados, caindo os valores diretamente na conta dele. Mas, antes dos depósitos era necessário concluir algumas etapas, entre elas, pagamentos, que seriam devolvidos após a realização de cinco vendas”.

Dessa forma, pagou o que foi solicitado com transferências de R$ 20 (duas vezes), R$ 50 e R$ 135. Somente quando lhe pediram mais R$ 685 percebeu que se tratava de um golpe. Em conversas com o banco, relata que conseguiu de volta apenas R$ 50.

Hipódromo

Aqui a ação dos criminosos cibernéticos foi semelhante a do caso anterior. A vítima, uma adolescente de 17 anos, moradora da Vila Hipódromo, relatou no plantão, ao lado do pai, que “não sabendo que o perfil de uma amiga no Instagram havia sido hackeado, viu que podia fazer uma publicação onde era possível realizar investimentos de diversos valores, que posteriormente essa quantia seria devolvida com juros”.

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Acreditando que depositando R$ 70 resgataria R$ 200, realizou a transferência via Pix (em nome de pessoa física, masculino). Assim que fez o depósito, foi solicitada nova transferência, esta de R$ 30, para que o valor fosse “desbloqueado”. A jovem pagou novamente.

Em seguida, uma mulher entrou em contato pelo WhatsApp (número com DDD 011) e disse à vítima “que era a responsável pelo pagamento dela e que para isso precisa dos dados pessoais. Assim, informou e-mail e CPF”. Pouco tempo depois, o Instagram, o Facebook e o e-mail dela estavam bloqueados. Somente nesse momento percebeu que se tratava de um golpe.

Por fim, disse que conseguiu recuperar apenas o Facebook e que estão usando o perfil dela no Instagram para a prática do mesmo golpe.

Vista Bela

Neste caso, a vítima, mulher de 30 anos, acabou sendo enganada por uma artimanha mais bem articulada dos estelionatários. A moradora do Residencial Jardim Vista Bela contou ao delegado que “fez um anúncio de uma câmera e um flash em um site de compra e venda, além do ‘Market Place’ do Facebook, ambos por R$ 2 mil. Uma mulher com um número DDD 011 entrou em contato e passou a negociar com ela a compra”.

A venda seria confirmada pelo site para “garantir a lisura do negócio”, já que o endereço eletrônico intermedia a compra/venda dos produtos, garantindo a entrega ao cliente e o pagamento dos valores ao vendedor. A vítima recebeu alguns e-mails do referido site, todas mensagens fraudulentas, e o estelionatário enviou um endereço da capital paulista para o envio dos produtos.

O material foi remetido pelo Correio e uma pessoa do sexo masculino assinou o AR (Aviso de Recebimento), segundo a vítima. Depois de algum tempo entrou em contato com o site e a empresa lhe informou que ela havia caído em um golpe, já que recebeu outro e-mail falso pedindo para depositar R$ 487,97 para liberar o valor de R$ 2 mil da venda. Os e-mails, segundo o site, não foram enviados por ninguém da empresa.

São José do Rio Preto

O interesse por um empréstimo pessoal e a tática – ilógica – dos estelionatários de pedir dinheiro como forma de taxas para liberar os valores intencionados pela vítima, também funcionou neste sábado. Uma moradora do Residencial São José do Rio Preto, 36 anos, acabou no prejuízo.

A vítima explicou ao delegado que “foi procurada via WhatsApp [número com DDD 011] por uma mulher que se identificou como funcionária de um banco online. Ela lhe ofereceu um empréstimo e lhe encaminhou para conversar com um suposto gerente e depois ainda com um ‘advogado’. Acabou se interessando pela proposta, mas, para receber o total de R$ 5 mil emprestados teria que pagar uma série de taxas”.

Segundo a rio-pretense, que fez cinco pagamentos para uma chave Pix para pessoa física (nome feminino): R$ 299,98, R$ 996,76, R$ 996,73, 1.498,99 e R$ 1.296,53, totalizando prejuízo de R$ 5.088,99 mil. Informa que somente após gastar todo esse valor e continuar recebendo pedidos para pagamentos de taxas, inclusive um final de R$ 2 mil, constatou que tratava de um golpe.

Exceção

Ao menos uma das possíveis vítimas desconfiou e não mandou dinheiro aos criminosos, apenas registrando a ocorrência. Mulher de 35 anos, moradora do Condomínio Village Maria Stella, informou na delegacia “que tomou conhecimento que uma pessoa desconhecida está utilizando a imagem dela para pedir dinheiro”.

Relata que “tomou conhecimento do golpe por meio de um tio dela, que recebeu uma mensagem com a mesma foto que usa no Facebook [DDD 017] dizendo que estaria usando aquele número para contatos pessoais e o número antigo ficaria apenas para trabalho”.

Durante a conversa, o golpista disse ao parente da vítima que “não estava conseguindo pagar um boleto e pediu ajuda a ele que enviasse um Pix para uma conta com chave de nome masculino no valor de R$ 2.980 mil. Como o tio desconfiou do pedido, entrou em contato com ela e tiveram a confirmação de que se tratava mesmo da tentativa de um golpe”.

Por fim, a mulher afirmou que não sabe se outros contatos dela enviaram algum valor para os criminosos ou não.

Em todos os casos, as vítimas receberam orientações quanto ao prazo de seis meses que têm direito a representar criminalmente (processar) contra os criminosos cibernéticos. Todas as documentações foram encaminhadas às delegacias correspondentes as áreas dos fatos, que vão investigar.

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