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Networking é um esporte de contato

Assim como em qualquer esporte de contato, networking também necessita de estratégia, prática regular e muita persistência do em­preendedor

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Sou praticante de Muay Thai há um tempo e isso muito me ensinou sobre networking. Toda vez que vou à academia, simulamos lutas e estudamos estratégias de combate. Fazemos isso para estarmos afia­dos no momento de um combate real, com repertório de golpes que fluam naturalmente e alguma experiência para vencer a luta.

Agora imagine colocar em uma arena de Muay Thai uma pessoa que nunca teve contato com o esporte contra um lutador experiente. Será que ela terá alguma chance de vencer? Bastante improvável.

Assim como em qualquer esporte de contato, networking também necessita de estratégia, prática regular e muita persistência do em­preendedor. Fazer networking só porque dizem que é importante é o mesmo que entrar em um ringue de Muay Thai com um lutador experiente sem nunca ter feito uma aula na vida.

É provável que você já tenha ido a um evento de empresários e saiu de lá com um monte de cartões de visita no bolso. Voltou ao seu es­critório orgulhoso dos contatos, os colocou cuidadosamente no fun­do da gaveta e jogou fora um tempo depois por não ter a menor ideia do que fazer com eles. Tudo bem… estamos juntos! Isso faz parte do aprendizado!

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A verdade é que ninguém faz negócios com quem acabou de co­nhecer. É arriscado demais. A sua reputação no mercado é muitas vezes o que interessa. Para uma pessoa levar um relacionamento para um nível de rentabilidade, você precisa passar por outros está­gios primeiro.

Existe uma fórmula que traduz esse processo: V + C = R, na qual V é visibilidade, C é credibilidade e o R é rentabilidade. Ou seja, quan­do você se torna visível, passa a ser conhecido e encontra outras pes­soas. Com base na troca de experiências e contatos, também passa a ser visto com credibilidade – alguém que vale a pena se ter por perto.

Uma coisa eu posso afirmar: em eventos, a maioria das pessoas está lá para vender e não para comprar. Por isso tantos cartões acabam indo para o lixo. Mas se você traçar estratégias para o público que es­tará no evento e preparar um repertório de assuntos sobre como pode ajudá-lo, você já não será mais o lutador que caiu no ringue despreparado. Talvez você ainda não será “faixa preta”, pois faltará a ex­periência que só o tempo lhe trará; mas, com certeza, esta­rá mais preparado com uma abordagem que o diferenciará dos demais. Boa luta!

André Luís Mantovani, di­retor executivo BNI Noroeste Paulista, MBA em Gestão Es­tratégica de Negócio

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