Cidades
Caso Giovana: empresário é condenado por posse de armas
As penas máximas destes delitos, somadas, podem chegar a 54 anos de prisão
O empresário Gleison Luís Menegildo, de 46 anos, foi condenado por posse irregular de armas de fogo após investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto. A sentença, proferida em 12 de fevereiro pela juíza da 2ª Vara Criminal do município, fixou pena de um ano de detenção e seis anos de reclusão, ambas em regime semiaberto.
A prisão em flagrante ocorreu em 15 de agosto de 2025, durante a operação “Ecos da Terra”, coordenada pela Delegacia de Homicídios da Deic. Na ocasião, os policiais apreenderam três armas de fogo, duas de calibre .22 sem registro e uma pistola 9mm com documentação vencida, além de munições. A ação também cumpriu mandados judiciais diante do risco de fuga do investigado.
Gleison é acusado de participação na morte da jovem Giovana Pereira Caetano de Almeida, de 16 anos. Conforme apurado, a adolescente esteve no escritório do empresário antes de desaparecer. O corpo foi localizado meses depois, o que deu continuidade às diligências da polícia.
Paralelamente à condenação por posse de armas, o inquérito que apura a morte da jovem avançou, e o empresário foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, assédio sexual, tráfico de drogas e fornecimento de bebida alcoólica a menor. Somadas, as penas máximas previstas para esses crimes podem ultrapassar cinco décadas de prisão. O processo segue em tramitação judicial.
Entenda o caso
A adolescente Giovana Pereira Caetano de Almeida, de 16 anos, desapareceu no fim de 2023 após sair para tratar de uma oportunidade de estágio, no escritório do empresário, em Rio Preto. Meses depois, a polícia recebeu uma denúncia indicando que um corpo havia sido enterrado em uma propriedade rural de Nova Granada, cidade da região. No sítio, que era Gleison, os investigadores encontraram uma ossada que posteriormente foi identificada como sendo da jovem.
Durante a apuração, o empresário, um funcionário e o caseiro do sítio foram presos. Eles admitiram ter participado do enterro do corpo, mas afirmaram que a adolescente teria passado mal após consumir drogas e que já estaria sem vida quando foi encontrada por eles. A investigação da Polícia Civil apontou que o empresário e a adolescente haviam se conhecido por meio de um aplicativo e já teriam se encontrado antes.
No dia do crime, Giovana foi entregar um currículo no escritório de Gleison. Os dois, um funcionário do local e outro homem teriam usado cocaína, ingerido bebidas alcóolicas e tido relações sexuais. Em determinado momento, a jovem teria passado mal e morrido. Gleison alega que Giovana teve uma overdose e tentou reanimá-la, mas teria ficado com medo de acionar as autoridades e colocou o corpo da vítima no carro, com o objetivo de se desfazer dele.
Gleison levou o corpo da vítima até a propriedade rural, onde teria mandado o caseiro cavar uma cova com uma escavadeira. O corpo foi ocultado no local.
A defesa dos investigados contestou partes dessa versão e afirmou que exames periciais seriam fundamentais para esclarecer a causa da morte.
Na casa do empresário, a polícia apreendeu armas e entorpecentes. Os envolvidos responderam inicialmente por ocultação de cadáver e foram liberados após pagamento de fiança. O sepultamento de Giovana ocorreu meses depois da localização do corpo, enquanto as investigações seguem para esclarecer as circunstâncias do caso e eventuais responsabilidades criminais.
As penas máximas destes delitos, somadas, podem chegar a 54 anos de prisão.
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