Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 22 de maio
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Não adiantou
A manifestação contra o prefeito, com o slogan “Fora Coronel”, realizada na manhã de sábado (16), no Calçadão, apesar de reunir todas as tribos em um só grito de guerra, não conseguiu convencer os vereadores de votarem pela abertura de pelo menos uma Comissão Processante. O evento reuniu esquerda, direita e centro. A ação ganhou elogios da população e até promessas de possíveis adesões para ficar maior.

Não passou
Não faltaram especulações sobre o resultado das votações dos dois pedidos de Comissão Processante contra o prefeito Fábio Candido (PL) na Câmara. Teve gente apostando que pelo menos um iria passar, assim como teve quem apostasse no empate com direito a decisão do presidente Luciano Julião (PL) para segurar a tensão até o final. Porém, no final, não passou. E isso não quer dizer que foi sem surpresas.
Jogando a toalha
O suplente que ocupa a cadeira do PSD, Robson Ricci, chegou a conversar com o vereador licenciado e secretário de Habitação Jorge Menezes antes da votação. Ricci era a favor da investigação, mas não queria votar. Ele chegou a pedir que o dono da cadeira voltasse, mas Jorge se recusou e mandou o vereador fazer o que tinha que ser feito. Jorge Menezes já falou que se tiver que voltar, vai votar ao contrário do que lhe for pedido.
Surpresas
A votação de Jonathan Santos (Republicanos) não foi surpresa. O vereador já tinha dito, momentos antes, que era contra, sem justificar. Sem justificativa também foram os votos contrários de Alex de Carvalho (PSB) e Paulo Pauléra (Progressistas). Ambos decepcionaram aqueles que acreditaram em algum momento que eles tinham desembarcado com força na oposição e que poderiam ser favoráveis a uma investigação.
Possesso
Quem se mostrou verdadeiramente revoltado com todo o cenário político foi Abner Tofanelli (PSB). O jovem vereador, por diversas vezes, se exaltou. A indignação do músico deu lugar a gritos, gestos e até a tapas na tribuna. Abner, no entanto, não deixou de se culpar e repetiu inúmeras vezes que tentou “ajudar o governo nas votações” e que está “cansado de tanta falta de transparência”. Cada grito era um susto.
Barraco
Dois grandes barracos marcaram a votação. O primeiro, entre Rogério Gardiano e o vereador Bruno Moura (PL), com direito a ofensa do parlamentar que chamou o presidente de associações de condomínios de “estrume”. Já o segundo barraco foi entre a médica Merabe Muniz e o vereador Felipe Alcalá (PL). Ela o criticou por não representar a “direita verdadeira” ao ser contra a abertura da investigação.

Positivo
Muito se engana quem acha que a oposição saiu vencida nesta votação. Enquanto a sessão continuava como se nada tivesse acontecido, o povo comemorava nas galerias. O sentimento de alívio era justificado pela reprovação do pedido de afastamento do prefeito. “A gente segue desgastando a imagem de um governo que já está desgastada porque se desgastou sozinho”, disseram quem estava triste e feliz pelo resultado.
Respondeu, só que não
A entrevista exclusiva que o prefeito concedeu ao jornal Gazeta de Rio Preto, e que foi divulgada na sexta-feira (15), não conseguiu melhorar a imagem do Executivo diante da população. Se a ideia de falar só agora era uma estratégia, claramente não deu certo. As perguntas foram respondidas, mas com respostas vagas que não preencheram o vazio dos eleitores com sentimento de abandono pela atual gestão.
Até quando
Ao ser questionado sobre as 24 mudanças realizadas no primeiro escalão em menos de 17 meses de mandato, Fábio Candido afirmou que “gestão pública exige resultado, ritmo e alinhamento”, mas não detalhou quais secretários foram substituídos por divergências políticas ou pressão interna do próprio governo. Também não respondeu quantas novas mudanças ainda podem ocorrer nos próximos meses.
Sem definição
Na área da Saúde, principal foco de desgaste da gestão atualmente, o prefeito evitou confirmar se o secretário licenciado Rubem Bottas retornará ao cargo após a sindicância aberta para apurar o convênio de R$ 11,9 milhões firmado com a Santa Casa de Casa Branca. Limitou-se a afirmar que respeita os “processos administrativos” e que qualquer decisão será tomada com base nos fatos apurados.
Mas por quê?
Fábio Candido também não respondeu diretamente por que a Secretaria de Saúde insistiu na assinatura do contrato de R$ 11,9 milhões mesmo diante de apontamentos da Procuradoria-Geral do Município (PGM). Na entrevista, reforçou apenas que o objetivo da administração era reduzir a fila de exames e afirmou que a própria Prefeitura tomou a iniciativa de rever o procedimento após surgirem recomendações de cautela.
Pagamentos
Outro ponto tratado de forma superficial foi o pagamento antecipado de R$ 4,7 milhões à Santa Casa de Casa Branca antes do início dos atendimentos. O prefeito afirmou que a Secretaria informou tratar-se de uma “previsão contratual operacional”, mas não explicou quais garantias existiam para o município nem porque o pagamento ocorreu antes da prestação dos serviços. Até agora, apenas R$ 950 mil foram devolvidos.
Oposição é esquerda
Na esfera política, o prefeito reconheceu indiretamente o desgaste na relação com parte da Câmara Municipal, mas evitou citar nomes ao comentar vereadores críticos à gestão. Disse apenas que há um grupo “alinhado à esquerda e ao ambiente de radicalização ideológica” interessado em criar crises políticas. Apesar disso, não respondeu de forma objetiva se considera que perdeu apoio político ao longo do mandato.
Narrativa política
Sobre os questionamentos envolvendo a compra de imóveis por ele e familiares, parte deles com pagamento em espécie, o prefeito classificou o tema como “narrativa política construída pela oposição” e afirmou que todo o patrimônio possui origem lícita e declarada. No entanto, não apresentou detalhes sobre os imóveis citados nem comentou especificamente os pagamentos em dinheiro vivo.
Vítima
Ao longo da entrevista, o prefeito procurou sustentar a narrativa de que enfrenta resistência por não fazer parte da “velha política”. Disse que encontrou um ambiente de “vaidade” e “interesses” e afirmou que sua gestão sofre ataques justamente por não aceitar determinadas práticas tradicionais da política local. O prefeito também não respondeu sobre o destino de Klebinho Kizumba (PL) por achar que é “coisa do passado”.
Sob sigilo
Klebinho Kizumba (PL) prestou esclarecimentos ao Ministério Público sobre o uso da Cidade da Criança como estacionamento durante o show da banda Guns N’Roses. O promotor Carlos Romani não quis comentar o que foi dito pelo vereador, que na época era secretário de Esportes. Pelos bastidores, ainda corre a possibilidade de Kizumba voltar para a pasta e abrir lugar para que Dr. Tedeschi, primeiro suplente do PL, volte à Câmara.
Realeza
O deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL) esteve em Rio Preto, nesta quinta-feira (21), para um almoço com um grupo de apoiadores. Na conversa, temas como a viabilidade de uma terceira via foram abordados. Para o trineto da Princesa Isabel, já não há mais tempo hábil para um candidato com força para enfrentar a dicotomia direita-esquerda. Merabe foi a única diretamente ligada à política presente no evento.
Olha ela
Um tanto atrasada, mas ainda em tempo, a ex-vereadora Claudia de Giuli lançou a pré-candidatura dela a deputada estadual nesta semana. Ela, que acompanhou o ex-prefeito Edinho Araújo na mudança do MDB para o PRD, passou a ser coordenadora da ala feminina do partido. Segundo Claudia, o partido fez o convite e ela aceitou. “Esse convite não é apenas sobre mim”, disse a ex-vereadora que fez história na causa animal.
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