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Rio Preto tem saldo positivo de mais de 31 mil empresas abertas desde 2020

Levantamento da Acirp mostra avanço do empreendedorismo na cidade; Centro, Eldorado e Boa Vista concentram maior expansão empresarial

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Divulgação/Econoroeste
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Rio Preto acumula um saldo positivo de 31.288 empresas desde 2020 e se aproxima da marca de 110 mil negócios ativos. Os dados são de um levantamento divulgado pela Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), que aponta a abertura de 66.877 empresas nos últimos seis anos, contra 35.589 fechamentos ou inatividades no mesmo período.

Atualmente, o município conta com 109.993 empresas ativas, consolidando-se como um dos principais polos econômicos do interior paulista. O estudo revela que, após o impacto inicial da pandemia da Covid-19, a atividade empreendedora ganhou força e passou a registrar crescimento acelerado.

Em 2020, auge das restrições sanitárias e da crise econômica provocada pela pandemia, Rio Preto registrou saldo negativo de 1.125 empresas, com 6.769 aberturas e 7.894 encerramentos. A recuperação começou já em 2021, quando o município voltou a apresentar resultado positivo.

Desde então, os números cresceram de forma contínua. Em 2023, o saldo foi de 5.413 empresas. Em 2024, chegou a 7.277. Já em 2025, Rio Preto alcançou o melhor desempenho da série histórica analisada pela Acirp, com saldo positivo de 12.037 empresas — resultado de 15.323 aberturas e apenas 3.286 fechamentos.

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Nos primeiros meses de 2026, o ritmo segue acelerado. O município já contabiliza 6.242 novos registros empresariais e apenas 341 encerramentos, gerando saldo positivo parcial de 5.901 empresas.

Para o economista responsável pelo Centro de Estudos Econômicos da Acirp, Adnan Jebailey, os números demonstram a capacidade de recuperação e renovação da economia local. “Rio Preto não apenas recuperou o ritmo de abertura de empresas depois do período mais crítico da pandemia, mas passou a apresentar um desempenho cada vez mais robusto. O dado de 2025 é especialmente relevante porque mostra um saldo muito expressivo entre aberturas e fechamentos, indicando confiança do empreendedor, diversificação da economia local e capacidade de absorção de novas atividades produtivas”, afirma.

Centro lidera expansão empresarial

O levantamento mostra que os bairros mais tradicionais da cidade continuam concentrando boa parte da atividade econômica. O Centro lidera o ranking de abertura de empresas nos últimos cinco anos, com 2.037 novos negócios. Na sequência aparecem Eldorado (1.462), Boa Vista (967), Parque Industrial (928) e Solo Sagrado I (666).

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Essas mesmas regiões também registram os maiores números de encerramentos empresariais, fenômeno considerado natural em áreas com maior densidade econômica e grande circulação de consumidores.

Segundo a Acirp, o volume de fechamentos não representa necessariamente fragilidade econômica, mas reflete a intensa movimentação empresarial desses polos comerciais e de serviços.

Serviços, beleza e comércio puxam crescimento

Entre os segmentos que mais abriram empresas desde 2020, a liderança é da atividade de promoção de vendas, com 3.756 registros. Em seguida aparecem serviços administrativos especializados (2.697), salões de beleza e serviços de manicure e pedicure (1.879), comércio de vestuário e acessórios (1.802) e transporte rodoviário municipal de cargas (1.563).

Curiosamente, esses mesmos setores lideram também os números de encerramentos de empresas no período.

Para o diretor do Centro de Estudos Econômicos da Acirp, Luciano Impastaro, a coincidência revela a dinâmica de mercados com baixa barreira de entrada e forte presença de microempreendedores. “São atividades muito ligadas ao empreendedor individual e aos pequenos negócios. O desafio não é apenas estimular a abertura de empresas, mas criar condições para que esses empreendimentos se mantenham ativos, cresçam e ganhem competitividade”, explica.

Desafio é garantir sobrevivência dos negócios

Para o presidente da Acirp, Jean Daher, os números demonstram a força do empreendedorismo local, mas também evidenciam a necessidade de políticas e iniciativas voltadas à gestão, capacitação e acesso a mercados. “Rio Preto tem uma economia viva, empreendedora e diversificada. O levantamento mostra que há disposição para investir e abrir negócios, mas também evidencia a necessidade de apoiar esse empresário depois da abertura da empresa. Uma cidade que abre empresas precisa criar condições para que elas sobrevivam, gerem empregos, paguem impostos e movimentem a economia local”, afirma.

Na avaliação da entidade, fatores como planejamento financeiro, acesso a crédito, inovação, presença digital e qualificação da gestão serão decisivos para transformar o crescimento no número de empresas em desenvolvimento econômico sustentável para o município.

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