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Como Argentina e Inglaterra chegam à semifinal da Copa do Mundo

Único desfalque confirmado é o zagueiro inglês Jarell Quansah, suspenso; cartões amarelos foram zerados após as quartas de final

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Reprodução/ Fifa
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A disputa por uma vaga na final da Copa do Mundo de 2026 reúne, nesta quarta-feira (15/7), em Atlanta, duas seleções que precisaram superar muito mais do que os adversários ao longo da competição. Argentina e Inglaterra alcançaram a semifinal após campanhas marcadas por confrontos difíceis, desgaste físico e forte pressão psicológica.

Ao contrário das expectativas de quem imaginava uma trajetória tranquila para as favoritas, os dois times enfrentaram partidas equilibradas desde o início do mata-mata. A Inglaterra precisou eliminar República Democrática do Congo, México e Noruega em jogos de alto nível de exigência, enquanto a Argentina passou por Cabo Verde, Egito e Suíça, em confrontos que chegaram a exigir prorrogações e colocaram os torcedores à prova.

O volante argentino Rodrigo De Paul resumiu o cenário vivido pela equipe ao destacar que o Mundial tem sido repleto de surpresas e que o sofrimento faz parte da caminhada até as fases decisivas.

Apesar da classificação, os treinadores não esconderam a insatisfação com o desempenho de seus elencos. Lionel Scaloni reconheceu que a Argentina encontrou muitas dificuldades diante da Suíça e admitiu que a equipe ainda precisa corrigir falhas para seguir sonhando com o título.

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Do lado inglês, Thomas Tuchel fez avaliação semelhante. O treinador afirmou que o comprometimento dos jogadores foi decisivo para a classificação, mas considerou que a equipe complicou situações que poderiam ter sido resolvidas com maior qualidade técnica. Segundo ele, a Inglaterra terá de elevar o nível de atuação para conquistar o Mundial novamente após seis décadas.

Para o atacante Harry Kane, no entanto, o fato de a equipe ainda apresentar margem de evolução pode ser encarado de forma positiva às vésperas da semifinal.

Além dos aspectos técnicos, Inglaterra e Argentina têm demonstrado força mental para suportar momentos de pressão durante a competição. A seleção inglesa mantém a tradição de celebrar as vitórias ao lado da torcida ao som de “Wonderwall”, enquanto os argentinos viveram momentos de grande emoção, como o choro de Lionel Messi após a classificação diante do Egito.

Um dos principais nomes da Inglaterra, Jude Bellingham destacou que, em partidas decisivas, a capacidade de enfrentar a adversidade é tão importante quanto a qualidade com a bola nos pés. Segundo o meia, o aspecto psicológico tem sido determinante para manter a equipe viva no torneio.

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Na Argentina, Messi também ressaltou o espírito competitivo do grupo. Mesmo depois de conquistar a Copa do Mundo e dois títulos da Copa América, o camisa 10 afirmou que o elenco segue motivado a buscar novos objetivos e destacou a dedicação da equipe para permanecer entre as melhores seleções do planeta.

Com campanhas marcadas por reviravoltas, jogos longos e muito desgaste, argentinos e ingleses chegam à semifinal sabendo que a classificação para a decisão poderá depender não apenas da técnica, mas também da resistência física e da capacidade de manter o equilíbrio emocional nos momentos mais decisivos.

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