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Miguel, filho de Cristiano, recebe alta do HCM após picada de escorpião

Cantor comemorou a recuperação do caçula nas redes sociais; caso reforça alerta sobre atendimento rápido e prevenção de acidentes com animais peçonhentos

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Reprodução/ Instagram
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O cantor Cristiano, da dupla Zé Neto & Cristiano, anunciou nesta segunda-feira (13/7) que o filho caçula, Miguel, de 3 anos, recebeu alta hospitalar após ficar internado no Hospital da Criança e Maternidade (HCM), em Rio Preto, por causa de uma picada de escorpião.

A novidade foi compartilhada nas redes sociais do artista. Ao publicar uma foto do menino, Cristiano comemorou a recuperação com a mensagem: “Guel 100% após o susto”.

Miguel foi picado por um escorpião neste fim de semana, em um rancho da família, localizado em Fronteira (MG). O primeiro atendimento ocorreu em uma unidade de saúde do município, mas, como o local não dispunha de soro antiescorpiônico, a criança foi transferida para o Pronto Atendimento Municipal de Nova Granada (SP), onde recebeu o medicamento.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Cristiano explicou que o filho recebeu três ampolas do soro antiescorpiônico em menos de uma hora após a picada, fator considerado fundamental para a boa evolução do quadro clínico.

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Na ocasião, o cantor também revelou que Miguel nasceu com um problema cardíaco, mas destacou que a cirurgia corretiva realizada anteriormente reduziu significativamente os riscos relacionados ao veneno.

Após receber o antídoto, o menino foi encaminhado ao Hospital da Criança e Maternidade, em Rio Preto, onde permaneceu em observação médica até receber alta.

Cristiano agradeceu às equipes de saúde envolvidas no atendimento, aos bombeiros e aos profissionais do HCM. Ele também aproveitou para alertar pais e responsáveis sobre a importância de procurar atendimento médico imediato em casos de acidentes com escorpiões, aranhas e cobras, ressaltando que a rapidez no tratamento pode ser decisiva, principalmente para crianças.

Como prevenir acidentes com escorpiões

Com o aumento dos acidentes envolvendo escorpiões no Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça orientações para evitar a presença desses animais nas residências. A recomendação é que qualquer pessoa picada procure atendimento médico imediatamente, mesmo que não tenha visto o escorpião.

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Segundo a pasta, os escorpiões estão cada vez mais adaptados às áreas urbanas, onde encontram alimento — principalmente baratas —, água e locais para se esconder. Eles podem entrar nas casas por ralos, tubulações, calhas, caixas de fiação sem vedação e até alcançar apartamentos, já que conseguem escalar superfícies irregulares.

Os principais esconderijos são terrenos baldios, entulhos, pilhas de madeira, materiais de construção, folhas secas, lixo, saídas de esgoto e frestas em muros e paredes.

Medidas de prevenção

Entre as recomendações estão:

  • Manter quintais, jardins e terrenos limpos, sem acúmulo de entulho, lixo ou folhas secas;
  • Vedar ralos, frestas, portas, janelas e caixas de energia;
  • Evitar o acúmulo de objetos, roupas e calçados no chão;
  • Não deixar arbustos, trepadeiras e plantas ornamentais encostados em muros e paredes.

A Secretaria também esclarece que não há comprovação científica de que plantas como citronela, arruda, lavanda ou alecrim afastem escorpiões.

Espécies mais perigosas

No Estado de São Paulo, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é considerado o mais perigoso e está relacionado aos acidentes mais graves. Também merecem atenção o escorpião-marrom (Tityus bahiensis) e o escorpião-amarelo-do-Nordeste (Tityus stigmurus).

Outro fator que preocupa as autoridades é a capacidade de reprodução do escorpião-amarelo. As fêmeas conseguem gerar filhotes sem necessidade de acasalamento, favorecendo a rápida expansão da espécie.

O que fazer ao encontrar um escorpião

A orientação é nunca capturar o animal com as mãos, mesmo usando luvas comuns. Se for possível fazer a remoção com segurança, o ideal é utilizar um recipiente plástico e um objeto longo para conduzir o escorpião até o recipiente. Caso contrário, a recomendação é acionar a prefeitura ou o serviço de controle de zoonoses do município.

Também não é indicado utilizar inseticidas ou produtos químicos, pois eles não são eficazes no controle dos escorpiões e podem representar riscos à saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno e destaca que o atendimento rápido e a administração precoce do soro, quando indicada, são fundamentais para reduzir complicações e aumentar as chances de recuperação.

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