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Capoeirista de Rio Preto será formado na Bahia por Mestre Nenel

Zulú está entre os três capoeirista do Estado de SP que serão formados pelo Mestre Nenel, filho de Mestre Bimba, criador da capoeira regional

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Após 16 anos iniciado no núcleo da Filhos de Bimba Escola de Capoeira, em Rio Preto, o capoeirista Edson Aparecido de Souza, 49, o “Zulú”, embarcou nesta sexta-feira (20) com destino à matriz, localizada em Salvador (BA), criada pelo Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado), filho de Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, criador da capoeira regional. 

O motivo da viagem é a preparação para cerimônia de formatura de sete alunos, que será realizada nos dias 9, 10 e 11 de junho, no Pelourinho. Zulú está entre os três alunos do estado de São Paulo que receberão o certificado de conclusão de curso pela escola. O evento será uma grande festa em comemoração ao aniversário da “Filhos de Bimba”, que estará completando 36 anos de resistência. Além dos alunos paulistas, serão formados também três alunos de Salvador, e um dos Estados Unidos (EUA). 

O curso é tradicional no mundo da capoeira e oferece uma formação básica nos elementos e fundamentos da capoeira regional, onde os alunos passam por diversas etapas de aprendizagem e formação. No final da jornada, os alunos vão receber um lenço azul, uma medalha de honra ao mérito e o certificado de conclusão de curso, que dará a eles a licença para exercer as atividades de professor de capoeira pela “Filhos de Bimba”.

Quem forma o Zulú é o Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado), filho do próprio Mestre Bimba, falecido em 1974. Nos últimos 36 anos, Nenel tem trabalhado para resgatar a cultura da capoeira regional e fortalecer os ensinamentos deixados pelo pai. Para Zulú, o momento não significa algo grandioso só para ele, mas também para a preservação da cultura afro-brasileira.

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“Além de ser uma realização pessoal passar por todo esse processo, essa formação me permite trabalhar como professor da filhos de Bimba escola de capoeira regional, o que de fato me alegra poder colaborar com a propagação desse legado deixado por Mestre Bimba. O que é muito importante pra nossa sociedade a preservação das tradições de nossa cultura afro-brasileira”, diz.

A capoeira regional entrou na vida de Zulú por meio da companheira dele, a também capoeirista Jac Jesus, a Pantera. A prática tornou-se sua motivação de vida.

“A capoeira salvou minha vida, me mantendo em sobriedade. Hoje eu me dedico inteiramente na musicalidade e em toda sua metodologia, levo a capoeira e seus ensinamentos por onde eu passo, em ações sociais onde faço parte de um projeto social da Pastoral da Sobriedade, com pessoas em situação de rua. Enquanto faço os cortes de cabelo dessas pessoas, que também é minha profissão, falo sobre essa arte maravilhosa que é a capoeira regional, proporcionando cultura aos menos favorecidos. Espero um dia poder realizar a prática com todos eles passando essa cultura de mão em mão”, finaliza.

Atualmente Zulú mantém o projeto ging@sempre, com aulas de capoeira ao ar livre, realizadas na rotatória do Parque da Liberdade, em Rio Preto. A prática acontece aos domingos, das 8h às 9h. Ele também atua na Toca da Pantera, um espaço particular da família, todas as quartas e sextas-feiras, das 20h às 21h. Informações pelo WhatsApp: 17 99702-2730. 

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