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Polícia Civil de Rio Preto indicia vereador Anderson Branco por publicação homofóbica

Se condenado, vereador do PL pode pegar de 2 a 5 anos de prisão, além do pagamento de multa

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A Polícia Civil de Rio Preto indiciou o vereador Anderson Branco (PL) por crime de racismo qualificado, nesta quinta-feira (10). A portaria foi baixada pela Delegacia Seccional.

Em julho do ano passado, Branco, que tem vasto histórico por se envolver em assuntos polêmicos em torno de temas sobre a homossexualidade e a família tradicional brasileira, repercutiu nas redes sociais após fazer uma publicação considerada homofóbica e racista. No post, o vereador usou um banner que mostra a mão de uma pessoa branca, vestindo terno, segurando o braço e a mão negra com aparência diabólica, vestida com uma camisa com as cores da bandeira LGBTQIA+.

De acordo com a Polícia Civil, a publicação considerada homofóbica também se enquadra no crime de racismo porque a LGBTQIA+fobia foi equiparada ao crime pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Se condenado, Branco pode pegar de 2 a 5 anos de prisão, além do pagamento de multa. O inquérito foi encerrado e será encaminhado ao Ministério Público (MP).

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A reportagem tentou contato com o vereador, mas não teve retorno.

Repercussão

O caso chegou a ser discutido pelo Conselho de Ética da Câmara, que absolveu o vereador da acusação de homofobia. A publicação de Branco gerou revolta entre as lideranças LGBTQIA+ e do Movimento Negro, além de diversos rio-pretenses.

O conservador chegou a ser defendido e apoiado pelo pastor e Deputado Federal Marco Feliciano (Republicanos-SP), que publicou um vídeo ao lado de Branco, reforçando que o vereador não deveria “arredar o pé” no que disse.

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