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Fico inchada todos os dias, o que posso estar apresentando?

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel

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O edema, popularmente denominado inchaço, constitui um sintoma muito frequente em nossa população. Seu aparecimento pode estar associado a problemas circulatórios e sistêmicos, que exigem diagnóstico e tratamento adequados. Além disso, as características da retenção líquida podem variar de acordo com a causa do inchaço, fornecendo importantes indícios da doença de base.

 O edema unilateral, que acomete apenas uma perna, representa o inchaço mais comum na prática clínica. Na maior parte das vezes, a trombose venosa profunda constitui o primeiro diagnóstico associado a este tipo de edema, principalmente se vier acompanhado de dores nas pernas e endurecimento da panturrilha. A origem venosa deste inchaço reflete a obstrução da veia por um coágulo sanguíneo, o que prejudica a drenagem venosa e linfática do membro acometido.

Pelo risco de complicações e de embolia pulmonar, na presença de edema unilateral é importante manter o acompanhamento médico. Nestes casos, o doppler vascular é de grande valia, permitindo o diagnóstico imediato e o tratamento precoce da trombose venosa profunda. Por outro lado, se o edema unilateral estiver associado a quadros recorrentes de erisipela, o acometimento do sistema linfático é iminente e exigirá acompanhamento multiprofissional, com apoio fisioterápico, terapia compressiva e antibioticoterapia.

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A erisipela constitui um processo infeccioso, de origem bacteriana, que acomete especialmente os membros inferiores. As fissuras e as rachaduras identificadas na sola dos pés e entre os dedos representam as portas de entrada para o processo infeccioso. Os pacientes diabéticos, inevitavelmente evoluem com perda progressiva do trofismo e das barreiras protetoras cutâneas dos pés, e por isso constituem a população de risco para desenvolver quadros recorrentes de erisipela.

A bactéria responsável pela erisipela apresenta tropismo pelos vasos linfáticos, que são responsáveis pela depuração do excesso de líquido retido nos tecidos subcutâneos. Com a inflamação e posterior destruição dos vasos linfáticos, ocorre o acúmulo do líquido linfático, caracterizando o quadro clínico edema unilateral, de consistência endurecida devido ao teor proteico da linfa. Nestes casos, a avalição vascular é de suma importância, entretanto, para o tratamento completo, também será necessário acompanhamento multiprofissional. Sessões de drenagem linfática e terapia de compressão serão úteis para reduzir a retenção líquida e diminuir a sensação dolorosa associada ao edema de origem linfática.

Por fim, existe o edema generalizado, que pode atingir a face, as mãos e os membros superiores. Nestas situações, é importante investigar alterações sistêmicas, como problemas cardíacos e renais ou baixa atividade dos hormônios da tireoide, o que caracteriza o quadro de hipotireoidismo. Pode haver relação com uso de medicações, tais como, anti-hipertensivos, corticoides e anticoncepcionais. Além disso, dietas ricas em sal, gravidez, cirrose, gota e alcoolismo podem ser responsáveis por um quadro de edema generalizado.

Medidas comportamentais, como atividade física e dieta equilibrada com pouco sal, acompanhada de avalição médica de rotina são fundamentais no controle do edema. Além disso, o check-up vascular é essencial na investigação da causa do edema, que na maior parte das vezes é fruto do acometimento venoso e linfático. Para maiores informações, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.

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Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel. Doutor em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista nas áreas de Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e coordenador do curso de Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago). 

 

 

 

 

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