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“Governo Federal e agronegócio estão em conflito”, diz Augusto Nunes

Jornalista falou com empresários da região e defendeu que não há mais moradores de rua no país

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Pajé Cinegrafista/Divulgação
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Em palestra realizada nesta sexta-feira (28), no anfiteatro da Unilago, em Rio Preto, o jornalista Augusto Nunes afirmou que não há mais moradores de rua e “mendigos” no país. Segundo ele, o que falta no Brasil é mão de obra qualificada e desqualificada e o setor do agronegócio está em conflito com o Governo Federal.

Empresários da região, de diversos setores, ouviram do jornalista, que foi demitido da rádio Jovem Pan um dia depois do segundo turno das eleições de 2022, um posicionamento pessoal sobre a atual situação do país. Além das dificuldades enfrentadas pelo agronegócio, Nunes também falou sobre os bastidores da cobertura jornalística da história política recente do Brasil.

Segundo Nunes, o Governo Federal não incentiva o setor do agronegócio e criminaliza a produção agrícola no país. “Hoje, no Brasil, a produção de alimentos é pífia e quando o empresário desmata para aumentar a plantação, é colocado como um vilão. O setor do agronegócio é o que mais sofre hoje com o Governo Federal. Por isso que estão em conflito. Não há incentivos para a produção daquilo que é básico. O agro é o setor que mais emprega no Brasil hoje e o que vemos é uma criminalização do empresário, dos defensivos agrícolas e do desmatamento para aumentar a área de plantio”, ressaltou.

“Não há mais moradores de rua no país, nem a figura do mendigo, porque há emprego para todo mundo. Tem vagas sobrando para mão de obra qualificada e desqualificada. O grande problema do país é que há um excesso de assistencialismo, o que cria pessoas dependentes do sistema e que não querem trabalhar, mas não falta trabalho no Brasil. Para se ter uma ideia, empresários estão empregando venezuelanos porque eles são mão de obra qualificada”, continuou o jornalista.

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Nunes também falou sobre a saída dele da rádio Jovem Pan e repetiu as declarações dadas anteriormente sobre a briga física com o então jornalista do The Intercept, Glenn Greenwald. “Eu fui demitido por falar as expressões proibidas dentro da Jovem Pan para se referir ao Lula. Chamei ele de ‘ladrão’, ‘amigo de ditador’, ‘descondenado’ e ‘ex-presidiário’ e a empresa havia dito que eu não podia fazer isso porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia proibido. Quando eu descobri que a imposição da censura era mentira e que era um posicionamento da Jovem Pan, eu falei mesmo e não me arrependo. Sobre os tapas ao jornalista que ficava reproduzindo mensagens roubadas, eu pedi que ele não me chamasse de covarde novamente e ele não obedeceu. Me arrependo? Não, e digo mais, faria de novo. Menti na retratação porque fui obrigada pelo setor jurídico da Jovem Pan. Tenho minha consciência tranquila”.

Sobre o cenário político do país, Nunes afirmou que “a formação do Congresso Nacional prejudica as regiões mais desenvolvidas do país porque deixa como igualitária a representação de quem toca a economia do país e de quem vive de assistencialismo e não quer trabalhar” e completou dizendo que “apesar do aumento da bancada de oposição no Senado, ainda há muito o que se fazer e precisamos avançar ainda mais”. Já sobre a reforma tributária, o jornalista disse estar “incrédulo de que haverá mudanças, pois a reforma não poderá ser justa, haja vista quem a está formulando”.

Nunes ainda defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na condução da pandemia no país e sobre as acusações de atos antidemocráticos. “O único crime que Bolsonaro cometeu foi ter dado um mal exemplo e não ter feito o que o PT, que foi incentivar os lockdows que tanto prejudicaram a economia. Colocar Bolsonaro como um assassino de 700 mil pessoas que é um crime porque ele não iria, em sã consciência, matar 700 mil eleitores. Não há a tipificação de atos antidemocráticos na Constituição Federal, portanto não há crime e não há o que ser investigado. A realidade do país é que o Superior Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) viraram um partido político e vivemos hoje uma ditadura do Judiciário”, completou.

O jornalista encerrou a palestra anunciando que irá fazer uma série de gravações do programa “Oeste Sem Filtro”, transmitido pelo YouTube da Revista Oeste pelo interior, e Rio Preto deverá ser a primeira cidade a receber a equipe.

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