Política
Após sessão, Pauléra diz que “agora só falta os vereadores trabalharem”
Presidente da Câmara comentou o aumento de cadeiras, as emendas impositivas e os reajustes salariais
Depois de aprovadas as propostas de reajustes salariais de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores, o presidente da Câmara, Paulo Pauléra (Progressistas), disse que os vereadores precisam trabalhar para justificar as recentes decisões aprovadas em plenário. A afirmativa do chefe do Legislativo foi em resposta ao questionamento feito pela Gazeta de Rio Preto sobre o chamado “Pacotão das Maldades” que inclui o aumento de cadeiras, as emendas impositivas e os reajustes salariais dos entes políticos.
A decisão de criar as emendas impositivas partiu do vereador Bruno Moura (Patriota) e foi aprovada pelo plenário em novembro do ano passado, sem manifestações da população. No mês seguinte, em uma sessão tumultuada por manifestantes contrários, a proposta de Anderson Branco (PL) para aumentar o número de cadeiras da Câmara, das atuais 17 para 23, e também conseguiu o aval dos vereadores.
Os reajustes dos salários, no entanto, foi o que mais gerou críticas aos parlamentares. Em uma sessão marcada por gritaria e discussões entre os manifestantes e os vereadores, um idoso, de 70 anos, acabou sendo conduzido para fora da Câmara por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM).
De acordo com o Regimento Interno da Câmara, o presidente só seria obrigado a votar nas propostas de reajustes se houvesse empate entre os vereadores. Como não houve, Pauléra não precisou declarar voto. No entanto, o vereador fez questão de se posicionar depois, durante entrevista coletiva, dizendo que era contra os índices propostos e que entendia que “uma correção inflacionária para a recomposição salarial seria adequada”, defendendo que os salários da categoria estão defasados há dez anos.
Diante das críticas da população sobre as atuais decisões do plenário, Pauléra defendeu as emendas impositivas dizendo que os repasses de verbas para as entidades indicadas pelos parlamentares “é muito importante para os administradores”. O presidente do Legislativo ainda completou ressaltando que “o dinheiro não é do vereador. O que é do vereador é a indicação para onde vai este dinheiro”.
Pauléra não comentou o aumento de cadeiras e, ao ser questionado sobre o que falta para completar o conjunto de medidas polêmicas aprovado na Câmara, respondeu: “Agora, só falta o vereador trabalhar para justificar tudo isso”.
Ainda tramita pela casa a proposta que retoma o recesso parlamentar de meio de ano, de Jorge Menezes (PSD). O texto ainda não tem data para ser votado em plenário.
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