Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 15 de maio
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Olho no lance
Na semana passada, quando começou a circular os primeiros rumores sobre uma ainda possível comissão processante, ainda era manhã de quinta-feira (7), e o governo tratou de se movimentar rápido e convocar uma reunião com a base aliada na Câmara, ou o que sobrou dela. Ao todo, apareceram onze vereadores. E o tema da reunião não foi a comissão processante ou os motivos que poderiam levar a uma cassação.
Quase
O encontro reuniu Francisco Júnior (União Brasil), Rossini Diniz (MDB), Márcia Caldas (PL), Felipe Alcalá (PL), Bruno Marinho (PRD), Bruno Moura (PL), Celso Peixão (MB), Luciano Julião (PL), Anderson Branco (Progressistas), Professor Tadeu (União Brasil) e Alex de Carvalho (PSB). Paulo Pauléra (Progressistas) e Jonathan Santos (Republicanos) alegaram que não estavam na cidade.
Recepção
Do lado do governo, além do prefeito Fábio Candido (PL), estavam o chefe de Gabinete, Rodrigo Carmona, e o vice-prefeito Fábio Marcondes (PL). O tema não foi a comissão processante, mas um aceno do prefeito em pedir desculpas por “alguns erros” que podem ter sido cometidos durante o início da gestão. A promessa foi de tentar resolver os conflitos na conversa e abrir negociações.
No aquecimento
Apesar do aceno à base, o clima continuou esquentando, mas não mais no poder Legislativo e muito menos no Executivo. A indignação ganhou as ruas e a primeira mobilização partiu do PT. Membros do diretório foram para o calçadão em pleno sábado (9), véspera do Dia das Mães, para fazer aquele primeiro contato com a população. Ali, os petistas abordavam as pessoas para explicar o que estava acontecendo na cidade.
Sinal de alerta
Para alguns teóricos, a formação de movimentos sociais demonstra insatisfação da população que, como sociedade civil, busca retomar o controle do poder. Nenhum movimento social começa grande, mas os argumentos sólidos podem levar a grandes manifestações e, consequentemente, à retomada do poder. Na história recente de Rio Preto, movimentos sociais não derrubaram governo, mas contribuíram para o desgaste.
Nas redes
Ainda existem aqueles que concordam em algum ponto com o atual governo, mas já não conseguem mais defender. O eleitor não precisa mais ter boa memória, já que ainda não se passou nem um ano e meio de mandato. A memória digital tem feito o papel de relembrar os fatos e os instrumentos de pesquisas, amplamente divulgados, tem deixado muitos assuntos fresquinhos e de fácil acesso.
Nem melancia
Não dá nem para usar o argumento de “prefeito melancia”, termo usado para designar quem usou a direita para se eleger. Ele foi abraçado pelo líder da direita, Jair Bolsonaro (PL), e mantém estreitas relações com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), que recebe demonstrações constantes de apoio. Já o presidente Lula (PT) é fadado ao esquecimento deliberado.
Ela chegou
Na segunda-feira (11), a comissão processante chegou. Mas não sem causar um estranhamento entre os aliados. O clima não ficou muito bom depois que se descobriu que o documento não iria à votação na sessão do dia seguinte. A confusão se deu porque Fabiano de Jesus, o dono da comissão processante, esqueceu de colocar o número do título de eleitor no documento. O contratempo causou um atraso de 34 minutos.

Brinde
Pelo Regimento Interno da Câmara, para que a comissão processante fosse votada na terça-feira (12), deveria ter sido protocolada com até 24 horas antes do início da sessão. Por mais que as sessões têm começado muitas vezes já quase 10 horas da manhã, o início previsto em Regimento é às 9h. A trapalhada garantiu uma semana a mais para o governo articular e conseguir matar a comissão processante no ninho.
TIC TAC
Dizem que João Paulo Rillo (PT), aliadíssimo com Fabiano de Jesus, não gostou deste atraso e desta vantagem que o prefeito ganhou. Agora, se o governo vai conseguir matar a comissão processante, ninguém sabe ainda, mas as articulações estão a todo vapor. Aquela primeira reunião já deu pautas para tantas outras que buscam solucionar os ruídos na comunicação entre governo e base aliada da Câmara.
Treta grande
São necessários 12 votos para se aprovar a comissão processante na Câmara. Se aprovada, a comissão precisa ser constituída imediatamente e já pode levar a um pedido de afastamento do investigado. Além das apurações gerarem um desgaste imenso ao prefeito, o relatório com as conclusões ainda pode levar a um pedido de cassação. Sem a máquina na mão, muita coisa pode acontecer antes mesmo do Natal.
O clima
Mesmo com a certeza de que a comissão processante não seria votada na última sessão, nenhum vereador da base se levantou para tocar no assunto. Aliás, vereadores que não são exatamente da oposição, mas já estão se descolando da base, foram os mais críticos e quase não tocaram nos assuntos pertinentes à comissão processante. A base mesmo decidiu tratar de outros assuntos, sem envolver polêmicas.
Porradaria
Odélio Chaves (Podemos) falou do caos na saúde. Segundo o vereador, faltam coisas básicas e teve momentos de se precisar pedir equipamentos emprestados de hospitais particulares para conseguir garantir o atendimento. Ele também deixou claro que não consegue falar com o governo e que só tem a tribuna como instrumento para expor a situação que a população está enfrentando. “Falta diálogo”, resumiu Odélio.

Mea culpa
Abner Tofanelli (PSB) fez um discurso mais parecido com aquele em que pediu “perdão” por ter concordado com a revisão da Planta Genérica de Valores. O relator da CPI da Saúde contou que foi até a Polícia Federal para coletar informações para a comissão e, praticamente aos berros, disse que tentou ajudar o governo votando favorável aos projetos, mas que “não deu e agora não dá mais”.
BBB Rio Preto
Já os vereadores de oposição não economizaram. Pedro Roberto (Republicanos) disse que a próxima terça-feira (19) será o “Dia D” para o prefeito e afirmou que a população já clama por mudanças e deve cobrar o posicionamento dos vereadores que ajudaram a eleger. Renato Pupo (Avante) focou na questão dos imóveis e cobrou a origem do dinheiro. Alexandre Montenegro (PL) afirmou que o “paredão está formado” e só o prefeito está lá.
Estava escrito
Um ex-aliado do prefeito, que não esconde ter ajudado ativamente na campanha, fez um desabafo sobre a gestão. “É consenso que o cara nunca soube conversar e sempre agiu com ordens, não com sugestões”, começou. “Era isso mesmo que ia virar. Além de não gostar de ouvir os mais experientes, ainda agiu o tempo todo como quem governa sozinho. E ninguém governa sozinho. Se insistir, cai. E tenho fé de que vai cair”, encerrou.
Assédio
A conselheira tutelar Janaína Albuquerque prestou depoimento na CPI do Assédio e recontou a história que culminou na queda da então secretária de Desenvolvimento Social, Sandra Reis. Janaína contou sobre como influencers foram “comprados”, mudando de posicionamento, e a representação no Ministério Público. A assessoria de Rillo, presidente da CPI, só não informou se ela entregou a gravação da fatídica reunião.
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