Redes Sociais

Política

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 17 de dezembro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

Publicado há

em

Ads

Jogando o jogo

Na vida pública, se dá bem quem sabe falar ou se calar na hora certa. Os vereadores Bruno Moura (PSDB) e Cabo Júlio Donizete (PSD) anunciaram que são Geraldo Alckmin (sem partido) desde criancinhas. Moura e o ex-governador viraram parceiros políticos. Moura e Cabo Júlio deixam claro em suas intervenções que a única coisa que jamais farão (ou fariam?), é votar no PT. Alckmin pode ser vice de Lula na eleição presidencial. Será que manterão a posição de ficar ao lado de Alckmin e votarão em Lula?

Federação à vista

A saída do ex-governador Alckmin do PSDB, deixa o MDB mais tranquilo. Sem a presença dele, o trio PSDB, DEM e MDB pode costurar a Federação Partidária para a eleição estadual sem grandes pressões. A vaga para a disputa no Senado está livre para ser ocupada por um emedebista e, com isso, sacramentar o acordo para o partido ficar nesse grupo. No entanto, a eleição ainda está longe. Como dizia o ex-governador mineiro Magalhães Pinto (antiga Arena), política é como nuvens. Cada vez que se olha, ela está diferente. Geralmente, eleição se decide no último mês de campanha. Tudo antes, é especulação. Nessa operação, entrou um dado que não estava no radar dos 3 partidos: o DEM costura uma fusão com o PSL, ex-bolsonaro.

Ads

Nada decidido

Com a saída de Alckmin, o grande nó para essa arrumação dar certo, aparentemente está desfeito. A pergunta é: e se João Doria (PSDB) não sair do lugar como candidato a presidente? E se a tal da terceira via isolá-lo? Ele vai mudar tudo e voltar à reeleição como candidato a governador? Se isso acontecer, o que fará Rodrigo Garcia? Se manterá vice? Ou vai disputar o Senado? Nessa hipótese, o que sobraria para o MDB? A vaga para vice-governador no lugar de Garcia? Quem seria o escolhido? O jogo começou, mas estamos nos primeiros cinco minutos da partida.

No fio da navalha

Assim como Bruno Moura e Cabo Júlio, o prefeito Edinho Araújo (MDB) não tem um problema. Tem uma arca de problemas. O seu discurso, não vai mudar. É um homem de partido e vai apoiar os candidatos do MDB. Na vida real pode ser um pouco diferente. A candidatura natural a deputado estadual no MDB é Itamar Borges. E o parceiro e vice-prefeito Orlando Bolçone, do DEM, que também é candidato a estadual? O boato de que Edinho Filho será o candidato à federal não morre, pelo contrário. Nesse caso, o que fazer com parceiros como Geninho Zuliani (DEM), uma espécie de xifópago de Rodrigo Garcia mesmo antes de ser prefeito de Olímpia e, como federal, generoso com Rio Preto? Nesse cenário, o que sobra para Luiz Carlos Motta (PL)? Nem vamos discorrer sobre Eleuses Paiva (PSD) e militantes de outros partidos que o apoiam, que vão surgir como moscas. E se o DEM se fundir com o PSL? Bolçone e Geninho ficam ou seguem Garcia e misturam mais ainda o meio de campo?

Ads

Xixijato

O presidente da Câmara, vereador Pedro Roberto (Patriota) armou a arapuca para derrubar proposta de aumento de 12% no IPTU na primeira sessão, terça-feira (14) quando foi votada a legalidade do Projeto, mas errou o bote na hora de matar a fatura. O acordo, que estava costurado e seria bem-sucedido, foi para ele ir ao banheiro e deixar a condução a cargo da vice-presidente, Karina Caroline, Republicanos. A passagem pelo banheiro foi tão rápida que, quando voltou, a votação ainda nem tinha começado. Karina votou a favor e Pedro não pode votar contra. Deu quórum, e o Projeto só foi derrubado na sessão da tarde, quando se votava o mérito.

Sem festa

Um grupo ligado à base do prefeito Edinho Araújo tinha tanta certeza que a atualização da Planta Genérica do Município e o aumento de 12% no IPTU seriam aprovados que eles compraram até coxinhas para comemorar a última sessão ordinária do ano. Mas, não houve a festa. Não se sabe se foram aproveitadas. Ao final, até os defensores da aprovação do Projeto, como Paulo Pauléra (PP), Luiz Celso Peixão (MDB), Cláudia de Giuli (MDB), Bruno Moura (PSDB), Bruno Marinho (Patriota), Anderson Branco (PL) e Francisco Ruél Júnior (DEM) votaram contra.

Meu inimigo pode

Na sessão de terça-feira (14) pela manhã um ocupante da Galeria chamou o vereador João Paulo Rillo (Psol) de “tranqueira”. À tarde um outro cidadão chamou outro vereador de “rato”. Pela manhã, JP Rillo pediu a retirada do cidadão, como determina o Regimento Interno. Jean Charles Serbeto (MDB) colocou Pedro Roberto na parede, lembrando que, caso o agressor fosse retirado, o presidente poderia abrir um precedente “perigoso”. À tarde, quando Odélio Chaves (PP) pediu para o segundo cidadão deixar a Galeria, pelo mesmo motivo, Jean Charles não abriu a boca. Desta vez, o agredido verbalmente vota como Jean Charles, e o agressor foi convidado a se retirar. E se retirou. Pela manhã, Renato Pupo (PSDB) foi contra a posição de Jean Charles, afirmando que manter o agressor na Galeria era uma total inversão de valores.

Começar de novo

O ano não acabou, mas a Prefeitura, servidores públicos, Riopretoprev e vereadores têm uma grande batalha marcada a partir de janeiro de 2022. Dois projetos que chegaram no Conselho Municipal da Previdência, da Riopretoprev, buscam adequar a Previdência dos funcionários públicos municipais à MP 103, de 2019. A MP reformou a Previdência dos funcionários públicos federais e do INSS. O presidente do Conselho, Ângelo Bevilacqua, diz que eles serão analisados apenas a partir de janeiro. Mas, adianta que não há consenso. O Conselho é paritário (3 servidores, 3 indicados pelo prefeito).

A fórmula da briga

Redigidos pela Procuradoria Geral do Município, os projetos propõem que os servidores que entraram na Prefeitura a partir de 1º de janeiro de 2004, e contribuíram 20 anos, passam a se aposentar com 60% do salário. Caso ele tenha contribuído apenas 21 anos, vai receber 62%. Se contribuiu com 22 aos, vai receber 64% do salário. Homens (hoje 60) vão se aposentar com 65 anos e mulheres (hoje 55), com 62. Para os professores a regra é a mesma. Mas aqueles que hoje se aposentam com 55 terão direito só aos 60. As professoras, que se aposentam aos 52, passarão a se aposentar aos 57. Mais: os servidores ativos e aposentados que ganham a partir de um salário mínimo começam a contribuir com a Riopretoprev. Serão meses de sopapos.

João, o rio-pretense

Não se sabe se foi manobra ou passou batido. Havia uma proposta do vereador João Paulo Rillo para retirar o título de cidadão honorário rio-pretense que foi dado ao governador João Doria. Para limpar a pauta e adiantar a sessão, requerimentos foram votados em bloco e a proposta enfiada no meio, não teve o debate que teria, e o título de rio-pretense de Doria acabou mantido. Quem condecorou o governador, vereador Paulo Pauléra (PP), aparentemente não fazia questão de manter a homenagem. Doria fez com Pauléra, o que fez com Bolsonaro. Deixou o vereador em mar aberto quando ele ia montar no barco.

Sai, satanás

Os vereadores de Rio Preto aprovam, pelo segundo ano consecutivo, moção de repúdio ao grupo Portas dos Fundos, pelo novo vídeo do especial de Natal. Nele, o Grupo coloca Jesus como adolescente estudando em uma escola pública, e muito amigo de um outro rapaz, chamado Lázaro. O nome: “Te prego na saída”. Branco disse que o especial ofende a família e quem professa a fé cristã. Pede que o Portas dos Fundos faça em 2022 um especial onde o profeta Maomé, fundador do Islamismo, seja tratado do mesmo jeito. Insinuou que os membros do grupo são “o satanás”. Rillo foi o único que votou contra o que chamou de censura e lembrou que Cristo encontrou Maria Madalena em um prostíbulo e a salvou, rebatendo Branco que disse que Cristo não cabe nesses contextos.

Talibãs tropicais

Com tantos fundamentalistas cristãos assumidos ou no armário, a Câmara de Rio Preto vai ter que trocar a Tribuna por um Púlpito, brevemente.

É Natal

O prefeito Edinho Araújo faz um balanço das obras e serviços que realizou neste primeiro ano de seu quarto mandato. Será nesta sexta-feira (17) a partir das 10h, no auditório do 9º andar da Prefeitura, chamado governador Abreu Sodré. Falando em Sodré, só se lembra dele quem está na adolescência da terceira idade. 

O Parlamento funcionou

Esnobado num primeiro momento, ao criar o Parlamento Regional, Pedro Roberto fez um balanço das atividades do novo colegiado. Para sua alegria, após a criação de outras regiões administrativas, o próprio governo do estado reconheceu a iniciativa e decidiu referendar a criação desse instrumentos nas outras regiões. O Parlamento mudou a intensidade com a qual o legislativo intervém e discute os problemas locais e regionais. 

De La Mancha

João Paulo Rillo passou o primeiro ano de mandato como vereador, reafirmando seu DNA. Uma espécie de Dom Quixote de La Mancha sertanejo lutando contra o que ele acredita ser o motivo da profunda disparidade social rio-pretense: a administração municipal. Às vezes, ele tem um ou dois Sancho Panças como coadjuvantes. Mas, nem sempre.  Considerado um dos cinco melhores textos da dramaturgia mundial, Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, pode ser acessado, gratuitamente, na biblioteca municipal. 

 

Deixe um comentário

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

AS MAIS LIDAS