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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 1º de agosto

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Urgente

O vereador Paulo Pauléra (Progressistas) protocolou quatro requerimentos de votação em regime de urgência. São três Projetos de Lei e um Projeto de Lei Complementar. Em meio às propostas, estão três eventos a serem incluídos no calendário oficial do município e uma alteração de emissão de habite-se para imóveis com portões com abertura para a rua. Aparentemente, nenhuma das propostas é tão urgente assim.

Nos corres

Pauléra é um dos candidatíssimos à vaga de secretário. No radar, está a pasta de Serviços Gerais. No entanto ainda tem a Habitação e a prometida de Direitos Humanos, que ainda nem chegou no papel. Ao que parece, o decano está de malas prontas para deixar a vereança. Pauléra já vem sendo cotado para Serviços Gerais há um tempo. Ao ser questionado sobre a recente movimentação, o vereador gargalhou e não confirmou.

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Rumores

Pessoas próximas ao governo afirmam veementemente que Pauléra vai para a Secretaria de Serviços Gerais. Já outras, preferem dizer que a conversa tem ganhado corpo e que “é quase certeza” que o vereador será convidado. A pasta tinha sido entregue ao ex-promotor José Heitor dos Santos, aliado do deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB). No entanto, Pauléra não seria um desagrado ao ex-prefeito.

Tititi

O nome de José Antônio Vilela também surgiu nos bastidores. Ex-secretário de Serviços Gerais do Valdomiro, hoje ele está lotado como assessor do deputado do PSB, mas também é muito próximo do vice-prefeito Fábio Marcondes (PL). Apesar do currículo, Vilela é apenas um ilustre desconhecido para parte do governo. “Não sei quem é e nem nunca ouvi falar desta possibilidade”, afirmou um aliado do prefeito Fábio Candido (PL).

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Indo

Depois do período de miniférias de uma semana, o Fábio Candido voltou disposto a não esquentar muito a cadeira. Desde a última segunda-feira (28), ao retomar o posto, ele não parou muito na cidade. Logo depois de uma reunião com o deputado federal Luiz Carlos Motta (PL), o prefeito foi para Brasília, onde se reuniu com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jorge Oliveira.

Vindo

Já de volta a Rio Preto, nesta quinta-feira (31), o prefeito deu de cara com a notícia do indiciamento de Marcondes pelo crime de injúria racial, pela Polícia Civil. Em defesa ao vice-prefeito e secretário de Obras, Fábio Candido afirmou que o aliado está prestando um “bom serviço” e comunicou a decisão de mantê-lo na pasta. A declaração foi dada durante entrevista coletiva que anunciou um novo supermercado na Região Norte.

Honorários

A história da dívida de IPTU do prefeito, que veio à tona durante a campanha eleitoral, ainda tem muito o que render. Isso porque Fábio Candido pagou a dívida, mas não quitou os honorários advocatícios referentes ao processo de dívida ativa da Secretaria da Fazenda, que está aberto desde 2018. De acordo com os autos, o pagamento foi na ordem de R$ 13 mil, referentes ao imposto atrasado.

Penhora

No entanto, apesar do pagamento do IPTU, os honorários continuaram rolando. A dívida, que era de cerca de R$ 900, virou pouco mais de R$ 1 mil, desde então. As contas bancárias pessoais de Fábio Candido foram bloqueadas e o valor da dívida penhorado. Consta no processo que o prefeito concordou que o valor bloqueado fosse usado para pagamento e as contas foram desbloqueadas. No último andamento do processo, em março deste ano, a prefeitura ainda aguarda a liberação do valor depositado.

Sensei

Apoiador de campanha e ainda não encaixado no atual governo, Coronel Vicente agora tem um cargo para chamar de seu. Candidato a vereador duas vezes, em 2016 e 2020, Luiz Roberto de Oliveira Vicente trabalhou na campanha do colega de farda, Fábio Candido. A nomeação na Jari pode render até R$ 8,6 mil por mês para o aliado, já que cada reunião pode custar R$ 961 aos cofres públicos e podem ser até nove reuniões por mês.

Espaço

Fábio Candido mandou à Câmara um Projeto de Lei Complementar para criar dois cargos de assessores vinculados ao gabinete. Um com atuação em São Paulo, capital, e outro em Brasília. Na justificativa, o prefeito alega que os comissionados irão trabalhar em captação de recursos para Rio Preto. Os salários variam entre R$ 12 mil e R$ 15,7 mil. Em três anos, a conta chega a R$ 1,2 milhão.

Protesto

Os cargos são para a criação dos “escritórios de projetos”, promessa de campanha do prefeito para trazer mais recursos para a cidade, mas o fato de serem ocupados por apadrinhados, escolhidos a dedo, não foi bem aceito pela população. Nas redes sociais, até o ex-vereador Marco Rillo (PT), que evitou embates diretos durante as eleições, se manifestou convocando o povo para acompanhar de perto a votação do projeto.

Consulta

Como o projeto não caiu no gosto do povo, não faltou dedinhos nervosos para comentar a história. Teve quem se disponibilizou a fazer o serviço e até quem afirmou que os cargos serão preenchidos pelos colegas de farda do prefeito. Já o vereador Renato Pupo (Avante) postou um vídeo em que fala sobre os custos adicionais com transporte aéreo e hospedagem, além de pedir a opinião dos eleitores sobre a proposta.

Recesso

A pausa nas sessões deveria ter sido utilizada pelos vereadores para colocar a casa em ordem, mas isso não aconteceu a contento. A enxurrada de denúncias que chegou no Conselho de Ética ainda não desandou totalmente. O único que teve o processo julgado foi o vereador Alexandre Montenegro (PL), condenado a censura por escrito. No entanto, o parlamentar apresentou recurso da condenação.

Sem respaldo

No recurso, Montenegro afirma que o procedimento foi falho por não ter ouvido testemunhas arroladas pela defesa, como o vereador João Paulo Rillo (PSOL), e por não ter realizado acareações ou oitivas complementares. Para ele, houve violação ao contraditório e à ampla defesa. No entanto, Anderson Branco (Novo), presidente do colegiado, afirma que não há possibilidade de recurso no regimento interno.

Reunião

O encontro para definir o destino do recurso de Montenegro e os próximos passos no caso de Bruno Moura (PRD), acusado de quebra de decoro parlamentar por falas consideradas misóginas, deveria ter sido realizado na semana passada. No entanto, a falta de espaço na agenda dos membros do Conselho não permitiu. Agora, com mais uma denúncia, desta vez envolvendo o presidente Luciano Julião (PL), o encontro “deve acontecer nos próximos dias”.

Fantasma

Julião foi denunciado pelo PSOL por manter funcionária fantasma nomeada no gabinete. O partido diz que a mulher não trabalha e quem exerce a função, na verdade, é o marido dela. Na denúncia, é apresentado até um documento em que mostra que o homem usou carro oficial da Câmara, com a anuência do presidente. Tem até um print de uma entrevista em que o sujeito aparece creditado como assessor do presidente.

Toxicológico

O vereador cabo Júlio Donizete (PSD) deu andamento ao projeto de Fábio Marcondes de obrigar os parlamentares a realizarem testes toxicológicos periódicos. Desta vez, o texto veio em formato de Projeto de Lei. O ex-vereador tinha apresentado como Projeto de Resolução. Quem deu uma forcinha para o texto passar como Projeto de Lei foi Renato Pupo. O parlamentar apresentou uma emenda expandido a obrigação para prefeito, vice-prefeito e secretários.

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