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Defesa Civil de Rio Preto apresenta Plano de Contingência de Proteção

Trabalho foi realizado em conjunto com secretarias e instituições e tem como principal objetivo preparar a cidade para respostas rápidas em possíveis desastres

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A Defesa Civil de Rio Preto apresentou na quinta-feira, dia 16, o Plano de Contingência de Proteção do município para autoridades civis e militares. O objetivo do encontro foi a preparação de uma rápida resposta em casos de desastres na cidade. Também foram apresentados os procedimentos a serem adotados pelas instituições participantes.  O material foi elaborado com base na Codificação Brasileira de Desastres e demorou 10 meses para ficar pronto. Várias instituições se envolveram no processo, como a própria Prefeitura, Secretaria de Habitação, Secretaria de Obras, Secretaria de Serviços Gerais, Secretaria de Saúde, Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto), Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual e empresas privadas dos ramos de combustíveis e logística.

O coordenador da Defesa Civil, Coronel Carlos Lamin, apresentou o mapeamento da cidade e seus pontos classificados como de risco. “Fizemos um estudo de gerenciamento de risco bastante profundo pontuando todos os cenários de riscos da nossa cidade. Apontamos para as autoridades e empresas aqui presentes seus reais riscos. Também tivemos oportunidade de escutá-los e conhecer a capacidade pessoal, material e treinamento que cada um possui para enfrentar casos de sinistros”, afirma.

Um dos pontos críticos levantando pela Defesa Civil seria a malha ferroviária, classificada como área de ‘ risco muito alto’, exige constante fiscalização ao longo do trecho urbano de Rio Preto. “Por ali são transportados produtos perigosos e líquidos inflamáveis. Para se ter uma ideia, enquanto um caminhão transporta 30 mil litros de combustível, um vagão já leva 120 mil litros. Então o potencial ali é maior. Estamos sempre monitorando a situação dos dormentes, trilhos, e temos tido uma boa resposta da concessionária. Assim conseguimos amenizar os riscos”, conta Lamin.

Crítico

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Outro ponto considerado crítico é a base de distribuição de combustível no Parque Industrial. “Foi identificado o risco de incêndio e explosão, como ocorreu em 2008. Também não há espaço suficiente na base para que os caminhões de combustível estacionem, nas ruas do Parque Industrial, o que traz riscos aos moradores da região. O risco de contaminação do córrego Piedade e a possibilidade de vazamento e derramamento também é um ponto sensível.Como ação, há alarmes nos tanques para evitar transbordamento e avaliações constantes. Existe ainda plano de contingência adotado pela Ipiranga Produtos de Petróleo”, diz..

Risco de contaminação da represa é outro fator de preocupação, por isso a Defesa Civil e o Semae (Serviço Muncipal de Água e Esgoto) estão preparados para necessidade de ações rápidas em caso de acidentes com vazamento de combustível afirma Lamin.

“No plano que abrange o Semae, temos um protocolo de emergência para casos de acidente nas proximidades das mananciais ou lagos da represa. Por exemplo, caso aconteça um acidente na BR-153, todo o material que vazar irá cair do lago 2 da represa. Então existe em pontos estratégicos sacos de areia para primeira tentativa de contenção. Se o combustível atingir o lago, temos outras ações para evitar uma grande contaminação e diminuir essa área afetada”, diz.

Também visando minimizar os riscos de incêndio, o coordenador a Defesa Civil detalhou sobre as ações realizadas junto ao Corpo de Bombeiros na troca de mangueiras e registros de gás na comunidade do Brejo Alegre.

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“Sabemos com aquela área ali é crítica. Um incêndio naquele local seria de grandes proporções devido as proximidades dos barracos. Então fizemos a troca desta mangueiras e registros, pois em muitos casos estavam vencidas. Agora estamos nos programando para fazer a mesma ação na Favela da Vila Itália”, conta Lamin.  A avenida Bady Bassitt, o aeroporto, as rodovias Washington Luís e BR-153 foram todos classificados como áreas de 'risco médio'.

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