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Defesa Civil interdita área após incêndio destruir almoxarifado da Saúde

Durante o combate ao fogo, houve colapso parcial do galpão. Dois bombeiros militares sofreram ferimentos e foram levados ao hospital

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Reprodução/ GCM Rio Preto
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A Defesa Civil interditou toda a área onde ocorreu um incêndio de grandes proporções nesta terça-feira (10/2), no Parque Industrial Tancredo Neves, em Rio Preto. O fogo destruiu um galpão utilizado como almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde, e o prejuízo causado pelas chamas ainda não foi calculado. O local segue isolado para trabalhos de rescaldo, avaliação estrutural e perícia técnica.

O incêndio teve início por volta das 4h30 da madrugada e atingiu um galpão localizada na Rua Otávio Leão Fácil, nº 610. As chamas se espalharam rapidamente, gerando uma grande quantidade de fumaça preta e tóxica, visível a longa distância. A fumaça comprometeu a visibilidade e provocou lentidão no trânsito da rodovia Washington Luís (SP-310), perto do supermercado Carrefour.

O 13º Grupamento de Bombeiros de Rio Preto, foi acionado pela central de monitoramento do próprio galpão, que identificou o incêndio e comunicou a emergência. A rápida mobilização das equipes foi fundamental para evitar que o fogo se propagasse para edificações vizinhas.

No interior da edificação eram armazenados insumos farmacêuticos, álcool em gel e outros materiais inflamáveis pertencentes à rede municipal de saúde. Durante o atendimento da ocorrência, os bombeiros encontraram uma van parcialmente destruída pelas chamas, com danos concentrados na parte frontal. Até às 10 horas da manhã não foi possível determinar se o incêndio teve início no veículo ou na estrutura do prédio.

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Durante o combate ao fogo, houve colapso parcial do galpão. Dois bombeiros militares sofreram ferimentos leves, foram socorridos no local e encaminhados ao hospital, onde passaram por avaliação médica e exames complementares. Não houve registro de feridos entre a população.

A operação mobilizou um grande aparato de emergência, com cerca de 50 bombeiros atuando em sistema de revezamento, além de 20 viaturas, entre operacionais, administrativas e de apoio logístico. A ação contou ainda com o suporte de um médico e um enfermeiro da Unidade de Suporte Avançado do GRAU. Drones do Núcleo de Drones do Corpo de Bombeiros foram utilizados para sobrevoo técnico, monitoramento do cenário e definição das estratégias de combate.

Polícia Militar e Guarda Civil Municipal prestaram apoio no registro da ocorrência e no controle do trânsito. O Semae colaborou com o envio de caminhão-pipa para garantir o abastecimento contínuo de água às equipes. Também atuaram de forma integrada Defesa Civil, secretarias municipais, Cetesb, caminhões de usinas sucroalcooleiras e outros órgãos.

O incêndio foi comandado pelo tenente-coronel PM Orival Santana Júnior, comandante do 13º Grupamento de Bombeiros. O secretário municipal de Saúde, Rubem Bottas, esteve no local acompanhando as ações.

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Apesar da destruição, a edificação possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido, com vigência até 1º de novembro de 2027, conforme o Regulamento de Segurança Contra Incêndio do Estado de São Paulo.

A Polícia Técnico-Científica foi acionada e realizará a perícia no local. Somente após a conclusão dos trabalhos periciais será possível apontar, com precisão, as causas do incêndio.

Até lá, a área permanecerá interditada por segurança.

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