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Empresário é condenado a indenizar diretor clínico de Bady Bassitt por agressão

Em abril, o médico Isaac Machado foi atacado a socos na saída do trabalho após questionar uma escala de plantão

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O empresário Jânio Caruzo da Silva foi condenado pela Justiça a indenizar em R$ 11 mil o médico e diretor clínico de Bady Bassitt, Isaac Machado. Em abril, o profissional foi agredido a socos pelo homem, que mantém um contrato de prestação de serviços com a prefeitura da cidade.

Segundo informações do processo, Jânio é representante de uma empresa que fornece médicos de apoio e elabora as escalas de plantão nas unidades básicas.

No dia 25 de outubro de 2020, o diretor clínico chegou para trabalhar no Pronto Socorro quando foi informado por duas técnicas em enfermagem sobre um comportamento inconveniente do empresário: ele estaria questionando condutas de tratamento dos pacientes, permanecendo sem autorização no setor de emergência e inclusive atendido pacientes como se médico fosse”, consta em trecho do processo.

Ao pedir que o homem deixasse o local restrito para atendimento e aguardasse na recepção, Jânio teria desafiado o médico a tirá-lo e disse que fora da unidade de saúde eles iriam “conversar”.

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Em declarações feitas à Polícia Civil, duas enfermeiras que trabalham naquela UBS afirmaram que o empresário sempre entra no local se apresentando como “Doutor Jânio”, pegando fichas de atendimento e se recusa a apresentar identificação profissional.

Após o episódio de ameaça, o relacionamento entre médico e empresário continuou conturbado. A defesa do diretor clínico juntou ao processo diversos áudios em que o médico é vítima de campanha difamatória, feita, possivelmente, por amigos de Jânio.

Até que no dia 8 abril deste ano, o diretor clínico foi agredido na saída do trabalho pelo empresário, após questionar a presença de duas médicas escaladas para o plantão sem necessidade, já que havia um servidor do município na unidade.

Segundo ele, Jânio o aguardava do lado de fora, atravessou a rua em direção ao médico e o agrediu a socos.

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Foto anexada como prova mostra o profissional com lesão (roxa) no olho e braço direito. Também foi juntado aos autos o laudo do IML.

Citado, o empresário não apresentou contestação no processo e foi condenado à revelia.

“Impõe-se, assim, reconhecer tanto as ofensas quanto as agressões físicas perpetradas pelo réu e que atingiram o autor em seu ambiente de trabalho. Portanto, deve-se responsabilizar o réu pelos danos morais sofridos pelo autor”, escreveu o juiz Cristiano de Castro Jarreta Coelho, do Juizado Especial Cível.

A ação de danos morais pleiteava indenização de R$ 30 mil.

Porém, o magistrado arbitrou o valor em R$ 11 mil.

Cabe recurso da sentença.

Também corre processo contra o empresário na esfera criminal. Mas está em segredo de justiça.

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