Cidades
HB recebe R$ 29 milhões do governo do Estado para bancar os custos da Covid
O HB já recebeu uma primeira parcela, no mesmo valor, referente aos meses de março, abril e maio
O Hospital de Base de Rio Preto recebeu ontem R$ 29 milhões referentes ao convênio com o governo do Estado para tratar pacientes com Covid-19. Está e a segunda parcela. Ela cobre os custos dos meses de junho, julho e agosto. O HB recebeu uma primeira parcela, no mesmo valor, referente aos meses de março, abril e maio. A informação é da diretora administrativa do Hospital de Base, Amália Tiecco. O convênio, segundo a médica, é um acordo de cavalheiros, sem papel assinado. Ela espera que em novembro seja repassada uma terceira parcela no mesmo valor.
A médica disse que esse dinheiro é para ajudar nos valores dispendidos pelo Hospital para os gastos provocados pela Covid. O HB é o hospital referência para uma região que tem 102 municípios e perto de 1,5 milhão de habitantes. O dinheiro não é para bancar as internações nos leitos de enfermaria ou na UTI. Os leitos com pacientes são bancados pelo SUS, do Ministério da Saúde. Amália Tiecco não soube dizer qual é o valor/dia que a tabela SUS paga para aos pacientes em enfermaria ou na UTI.
A Secretaria Municipal de Saúde, gestora do SUS para Rio Preto, paga R$ 1.600,00 por dia para cada paciente internado em UTI. Mas, ela diz que esses valores são definidos pela Prefeitura para os leitos que ela administra.
. O HB não tem convênio com o SUS através da Secretaria de Saúde do município. Seu convênio é com o Ministério da Saúde. Ela diz que o preço pago pelo governo federal é outro. Mas não soube informar qual é. Disse apenas que o paciente de Covid-19 é caro. Exige vários remédios de ponta, de alto custo, profissionais intensivistas e, eventualmente, os custos diários de um respirador. O dinheiro do governo do estado é para os outros custos hospitalares provocados pela pandemia. A ampliação da estrutura física para novos leitos e compra de Equipamento Individual de Proteção (EPI).
Mesmo diante desse quadro, ela afirma que “torce” para que daqui a 3 meses o governo do estado faça um novo repasse. Não há um convênio oficializado com documentos, disse. Mas o dinheiro que chegou, segundo ela, termina no final de agosto e será necessário um novo repasse “até que a vacina esteja à disposição”.
Amália Tiecco acredita que uma das duas vacinas que estão em experimento no país estará à disposição após novembro. Ao menos “eu torço para isso”, finalizou.
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