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Saúde

O sobrepeso faz mal para saúde e para seu casamento

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel

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Segunda a Organização Mundial da Saúde, cerca de 3 milhões de pessoas morrem anualmente, em decorrência de complicações relacionadas ao sobrepeso. A prevalência do sobrepeso praticamente triplicou quando a curva do tempo, desde os anos 70 até os dias atuais, é analisada.

A população masculina costuma ser vítima frequente deste ganho de peso, muitas vezes por culpa dos seus próprios hábitos, como o consumo excessivo de gorduras, açúcares, bebidas alcoólicas e sedentarismo.

Durante certa fase da vida, os homens se cuidam mais, buscam controlar o peso até por questões de vaidade em relação a suas conquistas amorosas. No entanto, após o casamento, há uma forte tendência de abandonar todos os estes hábitos saudáveis e começar um ciclo que parece não ter fim – “ganhar barriga “, ficar preguiçoso e deixar que autoestima fique cada vez mais rebaixada.

A renomada revista Newsweek apresentou recentemente uma análise sobre a percepção e o comportamento das mulheres em relação a este descontrolado ganho de peso de seus companheiros. E o resultado foi assombroso. As mulheres estão querendo o divórcio, as mulheres declararam que estão cada vez mais cansadas de conviver com homens preguiçosos e com sobrepeso.

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A primeira impressão é que tudo isto seria uma brincadeira, uma forma das mulheres chantagearem seus maridos. Mas os números têm mostrado o contrário, pois realmente as mulheres não aguentam mais conviver com homens que ostentam sobrepeso. A pesquisa feita com as mulheres deixou claro que não é uma questão de preconceito, até porque também existem mulheres com sobrepeso. O ponto crucial que aflige as mulheres é o comodismo por parte dos homens, mesmo percebendo que este sobrepeso está resultando em baixa produtividade intelectual, pouca colaboração nos afazeres domésticos e no apoio aos filhos e também a influência negativa no desempenho sexual.

Os homens argumentam que são vítimas da compulsão alimentar; as mulheres reclamam que eles não têm mais disposição para brincar com os filhos e que estão dormindo com dificuldade, apresentando mais episódios de apneia do sono e roncos noturnos. As mulheres também alegam que os homens não se esforçam para mudar esta realidade, que simplesmente se conformam com esta obsessão de comer e beber.

Como uma possível solução para este imbróglio, especialistas sugerem terapias de casal, na tentativa de alinhar padrões alimentares, motivar os homens a buscarem uma reação ao seu comodismo e, principalmente, conscientizar sobre os riscos e complicações do sobrepeso. A saúde mental do casal também seria uma prioridade a ser abordada durante as terapias de casal, mostrando que ansiedade e depressão podem ser gatilhos para a compulsão alimentar.

A mensagem mais impactante que as mulheres querem transmitir a seus companheiros, vítimas e ao mesmo tempo culpados pelo sobrepeso descontrolado, é que verdadeiramente elas não suportam mais conviver com pessoas que estão literalmente se matando e comprometendo a estabilidade do núcleo familiar.

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Na verdade, pode-se dizer que as mulheres estão gritando sem serem ouvidas pelos seus companheiros, não por uma motivação estética ou um preconceito, mas sobretudo por uma questão de sobrevida e responsabilidade.

Aos homens com sobrepeso, preguiçosos e acomodados, fica este aviso final – as mulheres não toleram mais este cenário, as mulheres estão prestes a abandonar o barco. As mulheres estão pensando mais em divórcio porque sentem que seus companheiros se entregaram ao sedentarismo, ao comodismo e não esboçam uma mínima e aguerrida reação.

Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel. Cardiologista com especialização em Cirurgia Cardiovascular, orientador de Nutrologia e Longevidade e coordenador da Faculdade de Medicina da Unilago.

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