Cidades
Operação da Polícia Civil apreende frascos de anabolizantes em Rio Preto
Ação foi realizada após denúncia e apreensões nas últimas duas semanas. Três pessoas foram identificadas, duas delas poderão responder por falsificação ou adulteração de produto
Uma operação da Polícia Civil apreendeu centenas de frascos de anabolizantes que seriam vendidos ilegalmente. Três pessoas foram identificadas e duas delas poderão responder por falsificação ou adulteração de produto. Os produtos seriam distribuídos na região de Rio Preto ou até mesmo para outros estados.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após uma denúncia anônima, como explica o delegado titular e coordenador do Núcleo Polícia Judiciária 1°, 2° e 5° DP, Júlio Cézar Simões Pesquero.
“Fomos informado que uma pessoa iria receber pelos Correios certa quantidade de esteroides e isto é ilegal. A investigação começou a trabalhar neste sentido e chegou até um estudante no bairro Santo Antônio. Quando a encomenda foi entregue realizamos a abordagem. Não encontramos nada além daquele medicamento recebido. Questionado o jovem disse que era para uso próprio”, diz Pesquero.
Investigadores retornaram aos Correios e conseguiram interceptar mais esteroides que seriam enviados para várias localidades, inclusive fora do Estado. “Voltamos à agência e encontramos que havia uma grande quantidade deste tipo de material. Também descobrimos que a distribuição não é apenas local, mas sim em toda região, no estado e no Brasil. Tudo saindo de Rio Preto”, conta o delegado.
A polícia identificou dois homens suspeitos de vender os anabolizantes ilegalmente. Além dos anabolizantes, a polícia apreendeu medicamentos e há indícios de que sejam falsificados.
“Chegamos a um professor e outro estudante que seriam responsáveis pela venda e distribuição. Se comprovado, ambos poderão responder por diversos crimes, inclusive, existem caixas para serem montadas para vender, o que sugere algo ainda mais grave como falsificação ou corrupção do medicamento. Isso passa ser qualificado como falsificação de droga terapêutica medicinal, onde a pena é de 10 a 15 anos de reclusão”, detalha o delegado.
O material apreendido será encaminhado ao Instituto de Criminalista para análise. Agora, a Polícia Civil tenta descobrir quem repassava a medicação aos dois investigados. “Não descartamos a participação de outras pessoas. Os suspeitos detidos poderiam estar envolvidos na distribuição e outras pessoas conseguiriam a medicação fora de Rio Preto. O que sugere uma associação criminosa”, concluiu.
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