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Procon abre processo investigativo contra marcenaria que fechou em Rio Preto

Clientes cobram justiça e o dinheiro de volta em manifestação contra a empresa

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O Procon de Rio Preto abriu processo investigativo contra a marcenaria Atual Requinte após receber diversas reclamações de clientes referentes a descumprimentos contratuais. Desde que a empresa fechou há 15 dias, os clientes tentam receber de volta os valores pagos nos contratos de confecção e montagem de móveis planejados. 

Em postagem nas redes sociais, o órgão de proteção ao consumidor informou que os representantes da marcenaria Atual Requinte não compareceram à primeira reunião, que estava marcada para quarta-feira, 2. 

Entretanto, o diretor do Procon de Rio Preto, Jean Dornelas, disse que se reuniu com o advogado da marcenaria nesta quinta-feira, 3, para apresentação da proposta de devolução de valores aos consumidores. Segundo o diretor, a marcenaria propôs que o dinheiro fosse restituído em até 20 parcelas, porém a proposta foi negada e o órgão exigiu que a empresa apresente um novo acordo. 

Na próxima semana, a empresa deve se reunir novamente com o Procon para discussão das propostas individualizadas. “Em caso de descumprimento da devolução do dinheiro, a empresa pode ser multada em 30%, além da multa de 10% por descumprimento contratual. Se a empresa não pagar, o acordo pode ser transformado em um título executivo – um pedido à Justiça para que os bens do proprietário e sócios da marcenaria sejam bloqueados” explicou o diretor do Procon de Rio Preto. 

À espera dos móveis
Clientes que não receberam os móveis e nem o dinheiro de volta realizaram uma manifestação em frente a um bar que seria da família do dono da marcenaria. Aos gritos e cartazes, os consumidores cobraram justiça. 

A autônoma Beatriz Houlston foi uma das participantes do protesto. Ela conta que teria sido a última cliente enganada pela marcenaria ao contratar um projeto de móveis para sua casa. 

“Fechei o contrato dia 11 de fevereiro. No dia 20, assinei o contrato online, porém fiquei sabendo que a empresa tinha fechado dois dias antes. Por que ele pegou meu dinheiro e logo depois fechou? Paguei R$ 16 mil e não fizeram devolução e nem entraram em contato”, desabafa a cliente. 

O mesmo aconteceu com a dentista Jessica Botelho. Ela contratou os serviços para o consultório, mas até hoje não iniciou os atendimentos aos pacientes porque os móveis da clínica não foram entregues. 

“Eu investi R$ 20 mil e o contrato foi fechado em novembro do ano passado. Depois de várias cobranças sem respostas, descobri que a empresa tinha fechado as portas. Até hoje não comecei a atender os pacientes e precisei contratar móveis de outra marcenaria”, explica.

Posicionamento da empresa
A reportagem tentou contato com o empresário Guilherme Molina Camuci Berni, que aparece como proprietário da marcenaria Atual Requinte na consulta de CNPJ, porém não tivemos retorno.

O advogado Rodolfo Floriano Neto, que representa a marcenaria, informou que continua a prestar esclarecimentos a todos clientes, e realizando proposta para devolução integral dos valores pagos. Disse ainda que a empresa continua à disposição dos órgãos de Proteção e Defesa do Consumidor.

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