Saúde
‘Rio Preto vai levar 2 anos para atender toda a demanda reprimida pela pandemia’, diz Borim
As seis mil cirurgias de média complexidade que aguardam agendamento e as novas que serão indicadas aos pacientes serão resolvidas totalmente apenas nos próximos dois anos
Durante sessão na Câmara Municipal desta terça-feira, dia 28, o secretário de Saúde, Aldenis Borim, disse que em 2022 a retomada das atividades diárias “será tão dolorida quanto a pandemia” e que Rio Preto “vai levar dois anos para eliminar a demanda reprimida e as novas que chegarão no dia-a-dia”.
As seis mil cirurgias de média complexidade que aguardam agendamento e as novas que serão indicadas aos pacientes serão resolvidas totalmente apenas nos próximos dois anos, após a volta à normalidade.
Borim falou durante a sessão desta terça-feira, a pedido da Comissão Permanente de Saúde após acordo com o vereador João Paulo Rillo, Psol. O vereador queria detalhes do retorno ao funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que foram fechadas e não tinham sido reabertas.
Retomada gradual
O secretário disse que a retomada será gradual. Citou as unidades que voltaram a funcionar. No entanto, a maior parte ainda não voltou. Explicou que elas foram fechadas porque foi necessário transferir funcionários para as unidades de Covid e algumas foram transformadas em enfermarias.
Segundo ele, o processo de reengenharia ou logística para a retomada das atividades é grande e, por isso, elas voltarão a reabrir em pequenos grupos até o dia 3 de novembro. Revelou também que durante a pandemia foram envolvidos no processo 5 mil pessoas e outros 371 funcionários temporários.
Ele disse que Rio Preto sofre com a falta de leitos do SUS e explicou que os hospitais particulares decidiram romper a relação com o Sistema Único de Saúde. Vale lembrar que o rompimento é apenas para o atendimento primário. Os atendimentos secundários e de alta complexidade, que o SUS paga bem, eles mantêm em funcionamento.
Rio Preto precisa reformar e não construir novas UBSs
João Paulo Rillo revelou que a cidade vive hoje um dilema. Não tem dinheiro para a Saúde e, ao mesmo tempo, a Prefeitura pede a autorização para fazer um empréstimo de R$ 300 milhões destinado a infraestrutura urbana. Nenhum centavo para a Saúde.
Aldenis contestou, lembrando que várias Unidades Básicas foram ampliadas, readaptadas, duas novas UBSs foram construídas e outras duas estão ficando prontas. O secretário disse ainda que o prefeito convidou os secretários, inclusive ele, para pedir sugestões de onde gastar os R$ 300 milhões.
O secretário disse que Rio Preto não precisa de novas Unidades, mas algumas não estão à altura de outras e o Banco e Leite foi ampliado. Por isso, algumas Unidades devem ser reformadas. Revelou também que em alguns postos faltam medicamentos porque a Secretaria faz licitação e não aparece fornecedor. Mesmo pagando mais caro.
Aldenis Borim também contestou a informação de João Paulo Rillo. O vereador disse que Rio Preto aparece como o local que mais teve a doença nas cidades do mesmo porte. É rica, tem uma estrutura de saúde invejável para o país e a cidade que tem mais médico por habitantes do país. Nesse caso, Borim disse que Rio Preto paga por fazer o trabalho bem feito.
Disse que só Rio Preto tem esses números porque a cidade faz testagem como determina o Ministério da Saúde. Citou Ribeirão Preto que teve 3 vezes menos registros de Covid, mas não fez a testagem. Por isso, não aparece nas estatísticas do governo federal.
Revelou ainda que há uma semana o sistema Empro/Saúde está lento por causa de uma invasão de hackers. Essa lentidão está provocando filas de mais de uma hora para o atendimento nas UBSs abertas e que esse problema deve perdurar por algum tempo. Portanto, os atendimentos, mesmo quando toda a rede estiver em funcionamento, deverão demorar mais do que o normal.
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