Cidades
Irmão de Giovani Svolkin, morto baleado em bar, morre em grave acidente
Marcos Svolkin da Silva (foto) e um amigo morreram em uma batida de carro. Em maio deste ano, durante reconstituição do assassinato do irmão, ele disse à Gazeta de Rio Preto que “morreu junto” com Giovani
Marcos Svolkin da Silva, irmão de Giovani Svolkin da Silva, morto a tiros durante uma briga generalizada em frente ao Bar Resenha, em Rio Preto, em outubro do ano passado, morreu neste domingo (6/7) em um grave acidente de trânsito com outras vítimas, na estrada vicinal Luiz Carlos Brandolezzi, que liga a cidade de Potirendaba a Bady Bassitt, na região.
De acordo com o boletim de ocorrência obtido pela Gazeta de Rio Preto, a Polícia Militar foi acionada para atender uma colisão envolvendo dois veículos. Quando a equipe chegou ao local, profissionais do resgate já prestavam atendimento a duas vítimas que ainda estavam vivas. Durante o socorro, uma integrante da equipe de enfermagem informou que outras duas pessoas já haviam morrido dentro de um dos veículos, sendo que uma delas permanecia presa às ferragens.
O Corpo de Bombeiros realizou a retirada dos corpos e, posteriormente, a perícia técnico-científica da Polícia Civil esteve no local para os levantamentos necessários antes da liberação.
As vítimas que não resistiram aos ferimentos foram identificadas como Marcos Svolkin da Silva e Reinaldo Alexandrino. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames de praxe.
Ainda conforme o registro policial, durante a conferência dos pertences de Marcos foram encontrados R$ 304,50 em dinheiro, documentos pessoais, cartões bancários e uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os policiais também localizaram um invólucro contendo cerca de 40 gramas de uma substância com características de cocaína. Em uma bolsa que estava no veículo foram apreendidos dois cigarros contendo substância semelhante à maconha, outra porção da mesma droga e um triturador, materiais que foram recolhidos para análise da autoridade policial.
As duas vítimas sobreviventes foram identificadas como pai e filho, que ocupavam um Toyota/Yaris branco. Ambos receberam atendimento inicial em um hospital da região e, devido à gravidade dos ferimentos, foram transferidos para uma unidade hospitalar de Rio Preto
A reportagem apurou que Marcos não dirigia o carro no momento do acidente. Os veículos envolvidos foram recolhidos ao pátio e permanecem à disposição da investigação.
Entrevista à Gazeta
Há pouco mais de dois meses, em 5 de maio, Marcos concedeu entrevista à Gazeta de Rio Preto durante a reconstituição do assassinato do irmão. Emocionado, ele falou sobre a dor da perda e afirmou que sua vida nunca mais foi a mesma desde o crime.
“Eu tô (sic) com muita saudade dele. Faz falta, muita falta. Era o cara que era a minha referência na vida, que eu admirava em tudo, no esporte, no trabalho… Infelizmente, naquele dia eu morri junto, pra mim não tem mais sentido. […] Eu me arrependo de estar aqui, me arrependo de ter saído de casa naquele dia”, declarou.
Relembre o caso
Giovani Svolkin da Silva foi morto a tiros durante uma briga generalizada em frente ao Bar Resenha, em Rio Preto, em outubro do ano passado.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe e fútil, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A investigação aponta que a confusão começou após um desentendimento considerado banal dentro do estabelecimento, envolvendo ciúmes e provocações entre os participantes.
O promotor de Justiça Hérico William Alves Destéfani sustenta que houve intenção de matar e pediu que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de indenização mínima aos familiares da vítima.
O Ministério Público também solicitou o desmembramento do processo para apurar, em ações separadas, possíveis crimes de porte ilegal de arma de fogo e lesões corporais envolvendo outros participantes da confusão.
Na época, após o desentendimento dentro do bar, Keven Ígor, que já havia trabalhado no local como segurança, estava saindo do estabelecimento com a família, quando Marcos o atingiu com uma voadora perto da cerca de proteção do bar. Uma briga generalizada começou no meio da rua envolvendo Keven, os irmãos Marcos e Geovani, supostos amigos e os pais de Keven, que foram agredidos.
O segurança teve a roupa rasgada, entrou no carro, pegou uma arma e peseguiu Geovani na rua, o atingindo com um disparo. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes do socorro chegar.
O acusado permaneceu foragido por cerca de 40 dias após o crime e acabou preso pela Polícia Militar na casa do pai, em Planalto, onde, segundo a polícia, estava escondido no forro do imóvel, entre o teto e o telhado. Por meio de seu advogado, Renato Marão, ele negou ter atirado em Giovani pelas costas e alegou que agiu em legítima defesa para proteger os pais, que estariam sendo agredidos durante a briga.
A morte de Marcos ocorre quase nove meses após o falecimento do irmão. Recentemente, a mãe dele perdeu o marido. Os horários do velório e sepultamento ainda não foram divulgados.
*Esta reportagem é de produção exclusiva da Gazeta de Rio Preto. É proibida a reprodução, total ou parcial, sem autorização expressa ou sem a devida autorização da autora, nos termos da legislação de direitos autorais.
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